Por mais que você seja uma pessoa boa, sempre existirão pessoas com uma enorme capacidade de te tirar do sério. Mas existe uma maneira simples de não cair nesse jogo, e eu vou te ensinar como.

Como seres humanos, temos uma tendência ao individualismo, nos apegamos demais as nossas certezas de como a vida, o mundo e os outros deveriam ser, e quando não concordamos com alguma atitude, ou não aceitamos os pensamentos, sentimentos, escolhas ou ideias dos outros, passamos a alimentar uma repulsa, uma necessidade de fazer valer a nossa verdade, brigamos, julgamos, falamos mal, cobramos, ou sentimos uma forte necessidade de nos afastar.

Mas quando fazemos isso, inconscientemente ou conscientemente, estamos assumindo uma postura de superioridade. É como se subíssemos um degrau e começássemos a olhar os outros de um lugar mais elevado.

Você pode pensar: “Mas ele me enganou, me feriu, me roubou, é claro que eu sou superior a ele, porque eu jamais faria mal a alguém”. Pois bem.

Quando nos vemos como partes separadas do todo, pensamos dessa maneira, mas quando já entendemos que somos espelhos e que cada pessoa que aparece em nossa vida, vem nos trazer uma lição necessária para o nosso desenvolvimento pessoal, passamos a enxergar esses tombos da vida, e esses conflitos interpessoais, de uma outra forma.

Sempre estaremos rodeados de pessoas que pensam diferente de nós, que fazem escolhas que julgamos não serem as melhores para elas, muitas vezes, até para o planeta, para o país, para a sociedade, e até para aqueles que convivem com elas.

Julgamos, fazemos muitas críticas, queremos que elas mudem, nos revoltamos, mas pouca coisa muda ou nada muda. E continuamos com um forte sentimento de que somos superiores, melhores, mais sábios, mais capazes…

Esse sentimento de superioridade, mesmo quando velada, nos impede de enxergar a verdade: que todos somos partes refletidas uns dos outros.

Porém, quando negamos essa verdade, acabamos criando muitos conflitos em nossas relações. Parece que sempre que decidimos nos relacionar, é um tormento. E na tentativa de evitar mais conflitos, às vezes, acreditamos que o melhor é nos isolar do convívio social.

O problema é que, quando você se isola, você acaba atrapalhando o seu processo de evolução que, necessariamente, precisa dessas interações sociais.

Quando você se isola, você está, inconscientemente dizendo para a criação que, você não aceita tudo o que já foi criado e, essa atitude, não te afasta apenas dos outros, mas também te distância de si mesmo.

É claro que, podemos e devemos nos afastar daquelas pessoas que nos fazem mal e nos machucam. É necessário sim passar um tempo sozinho, cuidar de si mesmo, gostar da própria companhia, mas não devemos nos isolar de todas as pessoas que nos incomodam.

Porque as pessoas que mais nos incomodam são aquelas que mais tem a nos ensinar sobre as nossas próprias sombras interiores.

Por mais que essas pessoas nos desafiem e, muitas delas, conseguem de fato nos tirar do sério, e até nos causam certa “aversão”, o fato é que, todos os seres humanos estão aqui por um motivo, todos nós estamos juntos de propósito.

Por isso, quando sentir vontade de se isolar, quando as decepções e os ressentimentos estiverem mais fortes do que você acredita que pode aguentar, entenda como um sinal da vida de que está na hora de focar nas qualidades dos outros e não, nos defeitos.

Experimente parar de brigar com aqueles que não pensam como você ou que não estão na mesma sintonia.

Experimente mudar a forma como você enxerga o outro.

Por mais que você seja uma pessoa boa, sempre existirão pessoas com uma enorme capacidade de te tirar do sério.

Mas se elevar ou se diminuir diante dos outros só causa mais sofrimento.

Experimente quando alguém estiver prestes a te tirar do sério, olhar para ele com compaixão e dizer silenciosamente:

“EU TE ABENÇOO E TE LIBERTO”.

Esse movimento é libertador, traz leveza para a sua alma e para a sua vida.

Experimente!

Mesmo que o mundo estiver muito desafiador pra você… Não se isole! Quem se isola do mundo, se distancia de si mesmo!

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar. Foto de Autri Taheri no Unsplash.

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Robson Hamuche é Terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, compõe a equipe de terapeutas do Instituto Tadashi Kadomoto (ITK). É também idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana, grupo de mídia dedicado ao desenvolvimento humano, que reúne informação de qualidade acerca de todo o universo do desenvolvimento pessoal, usando uma linguagem leve e acessível.