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“Pessoas evitam ter relações reais, por medo de não serem aceitas”, diz neuroscientista

“Pessoas evitam ter relações reais, por medo de não serem aceitas”, diz neuroscientista

Vivemos uma geração opositora do intelecto. A percepção sobre inteligência mudou com o advento das redes sociais. A informação rápida, a instantaneidade das ações, levaram muitas pessoas a sentirem medo de se relacionarem com pessoas reais.

Existe uma competição velada que faz as pessoas competirem uma com as outras e invalidarem a verdadeira inteligência, dando lugar a pessoas com pouco ou quase nenhum conteúdo que seja, verdadeiramente, aproveitável.

Isso me leva a pensa se pessoas como Einstein, Beethoven, e outros grandes gênios teriam as mesmas oportunidades se vivessem nos dias de hoje?

Antigamente, admirávamos o intelecto e os gênios da época e eles eram consagrados porque tinham oportunidades de expor suas criações e conteúdos com excelência, e era justamente isso, que faziam as pessoas terem admiração por eles.

As pessoas apostavam na inteligência deles. Não existia essa necessidade de criar qualquer conteúdo sem sentido para que as pessoas fossem aceitas em sociedade. Era mais uma questão de genialidade do que de querer atenção.

Hoje em dia, o inteligênte passa despercebido em meio a multidão. São tantos tolos falando ao mesmo tempo, que muita gente acabou desenvolvendo uma necessidade surreal de serem aceitas.

Se você tem uma boa ideia ou um pensamento revolucionário, as outras pessoas veem isso como competição, pois estamos vivendo uma era narcisista.

Diante disso, se destacar, que é algo que as pessoas com inteligência acima da média fazem, pode acabar parecendo um problema para as demais pessoas.

Terão pessoas que vão tentar negligenciar a capacidade intelectual dos outros e preferir conteúdos de baixíssimo nível apenas para se sentirem pertencentes a um grupo.

É necessário ter coragem para se sobressair. Mas a coragem, hoje em dia se tornou um artigo de luxo. Muitas pessoas se escondem atrás das telas e desenvolveram um medo de se relacionarem de uma maneira real.

Essa era narcisista vem sendo alimentada pelas redes sociais, onde há uma certa disputa entre quem tem uma melhor vida. E essa disputa, condena os inteligentes que enxergam o cenário atual como um problema.

Dentro da cultura da rede social, em que, o que você posta, é o que define quem você é, as pessoas competem entre si para serem aceitas.

A cultura da rede social aumenta o narcisismo que já é inerente aos seres humanos.

Ainda é importante ressaltar que, quando estamos atrás de uma tela, estamos mais sozinhos, porque a interação real e humana ao nosso redor acaba diminuindo.

Se tivéssemos uma interação maior entre as pessoas, a necessidade de aceitação não seria tão grande assim. Mas para que isso aconteça, é preciso que as pessoas inteligentes, que criam conteúdos relevantes, sejam valorizadas.

Enquanto qualquer pessoa, sem o mínimo de critério intelectual, continue sendo aplaudida e seguida por milhares de pessoas, essas milhares de pessoas, alimentarão esse sentimento de impotencia, diante de um triste cenário que leva muitas pessoas a evitarem uma interação real, com medo de não serem aceitas.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Fabiano de Abreu Agrela – Dr. Fabiano de Abreu Agrela é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat – La Red de Investigadores Latino-americanos, do comitê científico da Ciência Latina, da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo nos Estados Unidos e professor nas universidades; de medicina da UDABOL na Bolívia, Escuela Europea de Negocios na Espanha, FABIC do Brasil e investigador cientista na Universidad Santander de México.

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Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.

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