Pais que só criticam e apontam defeitos em seus filhos, mas não assumem os próprios erros: O que eles pensam que estão ensinando?

É muito difícil para um filho crescer ouvindo de seus pais ou de um deles, que suas atitudes, comportamentos, pensamentos e até sentimentos estão errados! Ele precisa desenvolver uma personalidade de defesa inconsciente que se torna seu escudo para proteger a sua verdade. Verdade essa, que é sempre contestada e que, em determinadas fases da vida, chega a ser colocada em dúvida por ele mesmo, ao perceber que aqueles que mais deveriam o incentivar e apoiar são os que mais o desafiam a desistir!

Uma mulher e um homem antes de decidirem ser país, precisam curar suas feridas emocionais, porque são justamente, essas feridas, que são depositadas em seus filhos e, infelizmente, muitos não percebem que fizeram ou fazem isso.

Muitos pais fogem tanto da própria culpa que jogam a culpa dos seus desequilíbrios emocionais nos filhos, como se eles tivessem alguma responsabilidade!

A Constelação Familiar ensina que existe uma lei de ordem e hierarquia onde os pais, que vieram antes, são os grandes, e carregam crenças, defeitos e qualidades que são repetidas pelos filhos de formas diversas.

Um pai ou uma mãe que projeta os próprios erros nos filhos, também sofreu o mesmo ou algo parecido vido dos seus pais ou de pessoas da sua família de origem! E se eles não conseguiram focar nas qualidades de seus pais e não foram capazes de tomar a força das suas melhores características, ou seja, só conseguiram focar nos seus defeitos, possivelmente, farão o mesmo com os seus filhos, ou pelo menos, com aquele filho que não aceitar essas imposições calado.

Por alguns anos, infelizmente, eu fiz isso com o meu filho. Ele gostava de deixar as unhas compridas e eu dizia “corta essas unhas, que coisa nojenta”. E ele não cortava.

Quanto mais eu criticava, mais comprida ele deixava!

Ele gostava de cuidar da alimentação e ir para a academia e a família me dizia: “nossa, esse menino precisa de um psicólogo, ele é muito bitolado, não vai ser bom pra ele isso”. E como todos achavam estranho, eu me sentia precionada a fazer alguma coisa a respeito e passei a criticar ele por isso também!

O efeito dessas críticas vieram rápido, ele se fechou e não dava mais ouvidos para nada que eu falava, mesmo para coisas importantes, ele simplesmente não ouvia. Não ouvir virou a sua defesa.

Até cair minha ficha de que existia uma ordem e que o meu comportamento era o que estava o afastando, levou um tempo! Eu tive que fazer muitos treinamentos e cursos de autoconhecimento para entender a origem dessas críticas até que, PUM, despertei para a necessidade de perdoar aqueles que me criticavam e me criticam até hoje, simplesmente por eu ser quem eu sou.

Fiz o movimento de devolver mentalmente para eles todas as críticas e deixar com eles, depois fiz o movimento de honra e tomei as forças e as qualidades dos meus antepassados. Passei então a impor significado em minha vida e determinar limites na comunicação para que as acusações não chegassem a me ferir.

Com isso, consegui me fortalecer e olhar para todos eles com compaixão. Isso não quer dizer que eles reconheçam isso, mas eu reconheço!

Passei a olhar para o meu filho e o elogiar. Em vez de dizer “filho, suas unhas estão nojentas, corta já!” Eu falo “filho, mantenha sempre as unhas limpas!”. E outro dia eu perguntei: “Filho, você gosta de deixar as unhas compridas, por quê?” E ele respondeu:” É melhor para tocar violão”. Nesse ponto já percebi a deixa para o colocar em uma escola de música e o incentivar ainda mais.

Em vez de dizer: “Filho, não é normal você comer só frango e ovo”. Eu disse: “filho, eu admiro a sua persitencia, determinação e responsabilidade com a sua alimentação, mas você não acha que está na hora de introduzir outros alimentos e temperos?”. E recentemente, ele disse que vai pensar.

Aquele filho que se isolava, se sentiu a vontade para se abrir. E foi lindo de ver! Porém, eu o criticava porque também recebi muitas críticas! E só consegui parar de critica-lo quando percebi a origem desse meu comportamento e fiz um movimento de devolver essas críticas mentalmente para aqueles que me ensinaram a fazer isso através do exemplo!

A lição que aprendi com isso tudo é que:

Se nós pais não olharmos para os nossos erros, os nossos filhos vão repiti-los! E se fugirmos a responsabilidade que é nossa, por termos vindo antes, eles se afastaram de nós!

Fico feliz e grata por ter aprendido isso a tempo de não perder o meu filho para sempre!

Espero que esse meu depoimento ajude muitas famílias!

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Iara Fonseca, jornalista, escritora, editora de conteúdo dos portais Resiliência Humana, Seu Amigo Guru, Homem na Prática e Taróloga. Para agendar uma SESSÃO DE AUTOEXPANSÃO com a Iara, mande um direct para @ESCRITORAIARAFONSECA OU WHATSSAPP 16 993944969.

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