Com o avanço da tecnologia, muitos pais ficam preocupados o quanto ela pode afastá-los da vida real. No entanto, o caso de Mats Steen, um jovem norueguês diagnosticado com distrofia muscular de Duchenne, mostrou totalmente o oposto.
Após sua morte aos 25 anos, seus pais descobriram que ele havia construído uma vida social rica e significativa dentro de um jogo online — uma história que agora emociona o mundo através do documentário “A Extraordinária Vida de Ibelin”, disponível na Netflix.
Mats passava horas conectado ao universo de World of Warcraft, onde vivia por meio de seu personagem virtual, Ibelin Redmoore. Apesar de suas severas limitações físicas, ele encontrou no mundo digital uma maneira de se conectar com pessoas de diferentes países, criar amizades verdadeiras e participar ativamente de uma comunidade online.
Seus pais, que acreditavam que o filho levava uma vida solitária, ficaram surpresos ao receber mensagens e homenagens de dezenas de jogadores que haviam sido impactados por ele.
Só então entenderam o verdadeiro alcance da presença de Mats no universo digital.
No documentário, o pai de Mats, Robert Steen, admite ter julgado mal o tempo que o filho passava em frente ao computador. “Nossa crítica era baseada em minutos de observação, sem compreender a profundidade do que ele vivia ali”, desabafou.
No entanto, ao revisitar arquivos pessoais, chats e interações dentro do jogo, a família descobriu que o jovem não apenas socializava, mas também inspirava e ajudava outras pessoas, mesmo sem poder se mover livremente fora de casa.
A história de Mats lança luz sobre um tema importante: para muitos com deficiência ou mobilidade reduzida, os jogos online se tornam espaços de liberdade, inclusão e expressão.
Desse modo, eles permitem que barreiras físicas desapareçam e que relacionamentos se formem com base em empatia, cooperação e afinidade, não em limitações do corpo.
“A Extraordinária Vida de Ibelin” é mais do que um tributo a Mats — é uma reflexão sobre como a vida digital pode ser tão real e significativa quanto a física, especialmente para quem vive à margem da convivência tradicional.
Seus pais agora usam sua história para quebrar preconceitos sobre o universo dos games e mostrar que, quando bem utilizados, os ambientes virtuais podem ser ferramentas poderosas de conexão humana.
Imagem de Capa: Reprodução
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