Pais: o amor incondicional de um coração imperfeito.

Luciano Cazz

Erros não significam falta de amor porque amar um filho não significa ser infalível, mas apesar das imperfeições dar o melhor que puder de si na construção de um adulto feliz e equilibrado.

Pais: o amor incondicional de um coração imperfeito.

Não há um pai ou mãe sequer, que seja capaz de criar seu filho com a exata perfeição de acertar em todas as escolhas e atitudes.

Caso existisse, certamente, não seria humano. Errar com um filho faz parte porque estamos longe de ter a onisciência ou onipresença, privilégio apenas divino. Nem sempre seremos o melhor exemplo, pois educar uma criança é uma tarefa que requer um eterno aprendizado.

Filhos têm vontade própria.

A cada passo de nosso filho, ensinamos e aprendemos sobre a vida, sobre as pessoas e sobre o amor mais intenso que existe nesse mundo. E, muitas vezes, nossas falhas são provenientes dessa intensidade em amar.

Impedimo-los de errar, atrás da nossa própria infalibilidade, quando o erro é natural e uma etapa do processo de aprendizagem, por isso, em certas ocasiões, é bom deixar com que falhem e que eles mesmo consertem seus equívocos, respeitando os limite deles, pois, em muitas ocasiões, protegemos demais, nos metemos de mais e acabamos invadindo um espaço individual que pertence apenas ao nosso filho, mesmo que sejamos seus pais.

Queremos escolher porque, muitas vezes, sabemos mais do que eles e esse é o nosso papel. Porém, nem sempre optaremos por aquilo que de fato era melhor. E não se culpe, é normal. Mas também não insista em situações em que seu filho já é capaz de ter vontade própria.

O importante é a qualidade do tempo.

A correria de um dia a dia em um mundo atribulado por uma luta constante de sobrevivência e pela própria necessidade de prover e dar o melhor que podemos aos nossos filhos pode deixar uma lacuna na presença. Mas não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. Precisamos parar de nos culpar quando estamos longe e colocar o máximo de qualidade no tempo quando estamos por perto. Criar um filho já é, assim, intrinsecamente paradoxal porque ao mesmo tempo que temos que dar raízes a eles, precisamos também dar-lhes asas para voar.

Amor incondicional, apesar das falhas.

E mais do que isso. Precisamos amá-los. Deixar claro que, apesar de todas as nossas falhas, somos seu porto seguro. Que desejamos sua felicidade o tempo todo. Que lutaremos sempre para que sejam pessoas melhores, e cresçam como adultos que terão algo de positivo a acrescentar ao mundo. E mesmo que não estejamos com eles, jamais deixaremos de estar por eles. Assim, enquanto pais, vamos percebendo o quanto mais fortes somos e nossa capacidade de enfrentar os nossos piores medos em função do amor pelos nossos filhos.

Laços se mantém apesar da distância.

E, então, nossos erros se tornam efetivamente humanos, de pais que amam seus filhos, que naturalmente tropeçam aqui ou ali, mas fazem o melhor que podem porque ninguém é prefeito. Pais que saem para trabalhar mas deixam a certeza de que voltarão. Que mesmo longe fazem com que seus filhos sintam-se abraçados pelo manto invisível do amor, que lhes dá segurança, autoestima e principalmente, vontade de viver e conquistar seus sonhos.

A maior contribuição para o universo.

É assim que hoje você constrói as doces memórias que seus filhos guardarão de você para sempre, porque se um filho se sente amado, ele entende tudo. Jamais esqueça que a natureza de todos os pais, mesmo com a humana imperfeição, é amar seu filho incondicionalmente, sendo assim, não tente ser um pai ou uma mãe perfeito, seja apenas verdadeiro. E, então, a maior contribuição que você dará ao universo, não será algo que você fez, mas, sim, alguém que você criou.

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Luciano Cazz
"Luciano Cazz é publicitário, ator, roteirista e autor do livro A TEMPESTADE DEPOIS DO ARCO-ÍRIS." Quer adquirir o livro? Clique no link que está aí em cima! E boa leitura!