Com os avanços da tecnologia, a inteligência artificial vem evoluindo rapidamente. Dessa maneira, cresce um temor entre as pessoas sobre quais profissões deixarão de existir. De acordo com Geoffrey Hinton, um dos nomes mais influentes do setor, esse futuro pode chegar mais rápido do que imaginamos.
Conhecido como o “padrinho da inteligência artificial”, o cientista da computação Geoffrey Hinton, ex-pesquisador do Google, deixou a empresa em 2023 para alertar o mundo sobre os perigos do avanço desenfreado da IA.
Segundo ele, não se trata mais de uma possibilidade distante: algumas profissões já estão sendo substituídas por algoritmos.
Durante uma entrevista no podcast The Diary of a CEO, Hinton listou as profissões que estão mais vulneráveis à substituição por inteligência artificial. Confira:
De acordo com Hinton, os profissionais que trabalham com atendimento ao cliente por telefone ou chat estão entre os primeiros afetados. Com o surgimento de assistentes virtuais cada vez mais avançados, muitas empresas estão migrando para soluções automatizadas, reduzindo a necessidade de operadores humanos.
“Se eu trabalhasse em um call center, estaria muito preocupado. A substituição já começou”, afirma Hinton.
Outra profissão em risco é a de paralegais, que atuam no apoio a advogados com pesquisas jurídicas e preparação de documentos. Ferramentas baseadas em IA já conseguem revisar contratos, interpretar leis e sugerir estratégias legais com uma velocidade e precisão impressionantes.
Segundo Hinton, essas mudanças podem agravar ainda mais a desigualdade social, favorecendo empresas que oferecem soluções de IA em detrimento dos trabalhadores que serão substituídos.
Embora não tenha citado cargos específicos, Hinton reforça que tarefas administrativas rotineiras — como entrada de dados, geração de relatórios e organização de planilhas — estão entre as mais suscetíveis à automação. Bots e softwares inteligentes estão otimizando tarefas que antes exigiam horas de trabalho humano.
Apesar do alerta, nem tudo está perdido. Segundo Hinton, profissões que exigem habilidades manuais, adaptabilidade e presença física ainda estão longe de serem substituídas por robôs.
Hinton usou a profissão de encanador como exemplo de um trabalho seguro em meio à revolução da IA. Atividades que envolvem solução de problemas físicos, manuseio de ferramentas e adaptação a situações imprevisíveis ainda são um desafio para as máquinas.
“Vai demorar muito até que a IA consiga manipular o mundo físico como nós. Ser encanador ainda é uma aposta segura”, diz o especialista.
A fala de Hinton levanta um ponto importante: a automação não vai afetar todos da mesma forma. Profissões ligadas à criatividade, empatia humana e habilidades físicas únicas podem prosperar. Por outro lado, setores baseados em tarefas repetitivas e estruturadas correm mais riscos.
O avanço da IA pode aumentar a produtividade geral, mas também pode agravar a desigualdade social, beneficiando empresas e deixando trabalhadores desamparados se não houver políticas de transição e requalificação.
Enquanto uns empregos desaparecem, outros serão reinventados. A pergunta é: você está preparado para o futuro?
Imagem de Capa: Canva
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