Os dois lados extremos da adolescência – uma prova de fogo!

Idelma da Costa

Os dois lados extremos da adolescência – uma prova de fogo!

Adolescência! Que fase linda! Cheia de ilusões. Cheia de sonhos. Cheia de alegrias. Cheia de encanto. Cheia de muito amor para dar e para receber.

Cheia de jovialidade. Cheia da beleza do estilo próprio que encanta. Cheia de brilho, entusiasmo e coragem que contagia. Cheia de firmeza com relação as suas convicções formadas pela própria personalidade.

Cheia de novidades ditadas pela nova Era da Tecnologia. Uma fase cheia de coisas boas e ao mesmo tempo com sentimento de vazio, medo e insegurança. A fase da prova de fogo que definirá o futuro como adultos.

Fase de difíceis escolhas e decisões importantes, tais como definir a profissão, que será responsável pela subsistência e sobrevivência. Escolhas e decisões estas que poderão influenciar por anos ou por uma vida inteira vários aspectos pessoais e profissionais da vida.

Não é brincadeira não!

Uma fase efêmera de uma importância ímpar na vida do ser humano que busca a independência, luta por seu espaço e por um lugar ao sol.

Tudo faz parte para o crescimento e amadurecimento, sejam as rosas ou os espinhos. Somos seres humanos em construção e dessa forma seremos moldados. É inerente a todos nós. É normal e natural. São os desafios que serão superados.

No tempo certo e a curto prazo tudo dará certo e a vitória será comemorada em grande estilo, tendo a certeza que tudo foi válido. É nessa época que o antagonismo se faz presente, ao vivermos ao mesmo tempo os melhores e os piores momentos da vida.

Vejo os adolescentes de hoje em dia, como superdotados, de uma inteligência única, que transborda conhecimento e de uma forma com grande sabedoria de vida.

Parecem que vieram prontos apesar de tudo. São de uma maturidade peculiar que chegam a dar um banho em nós, mais velhos e experientes.

Sabem muito bem o que não querem, o que não gostam, o que os incomodam e isso já é meio caminho andado para o resto se definir de maneira espontânea pelo método da exclusão.

Por exemplo se não gostam de matemática, então serão excluídos os cursos e profissões relacionados com as exatas e assim por diante. Tudo vai ficando mais claro e mais próximo de uma definição.

Sabem como ninguém brigar por seus objetivos e não fogem da luta, defendem seus pontos de vistas com unhas e dentes até convencerem que estão com a razão com argumentos fortes e precisos. Fazem parte de um mundo globalizado, evoluído, sem desigualdades e sem preconceitos.

Um mundo onde fazem questão de olharem todos de igual para igual, com respeito e sem injustiça. Um mundo onde as diferenças vieram para somar. Assim como numa orquestra, onde vários instrumentos musicais emitem sons diferentes e em harmonia se transformam numa linda melodia.

Os jovem de hoje em dia tem uma facilidade de aprendizagem incrível e vieram para fazer a diferença para a construção de uma mundo melhor.

Mesmo com todo os seus modos de agirem e pensarem, têm a cabeça aberta para captarem que o melhor caminho nem sempre é o caminho mais fácil e curto que levam à perdição. São espertos o suficiente para fazerem as melhores escolhas, diante de um leque enorme de informações.

Sabem concluir que o melhor caminho a percorrerem nessa fase única da adolescência, mesmo diante de várias possibilidades e liberdades de escolhas, é o mais longo e difícil. E é esse o caminho correto, recheado de paciência, tolerância, responsabilidade, comprometimento, solidariedade, respeito as normas e ao ser humano, dedicação, amor, caridade, humildade, muito estudo, trabalho árduo, etc…

Sabem que esse caminho aparentemente mais penoso é o melhor a ser trilhado, pois é o mais seguro e o melhor para a humanidade, principalmente para eles próprios.

Não há erro na adolescência, mesmo que apareçam os desafios, pois tudo será superado e o bem plantado será colhido.

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Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.