Ontem eu fui dormir chorando, mas hoje eu estou repleta de coragem!

Nat Medeiros

Ontem eu fui dormir chorando, mas hoje eu estou repleta de coragem!

Eu ainda não quero comprar uma casa, me estabelecer em algum lugar. Eu acho que ainda tenho tanto a conhecer. Talvez eu tenha um mundo. É, eu tenho. Ele está ali esperando o dia em que criarei coragem para desbravá-lo. Você já parou pra pensar em como todas essas decepções ou todos os seus fracassos estão te empurrando para um outro lugar? Eu penso nisso dia e noite. É como se Deus ou o Universo estivessem a dizer: “Ande mais, não estacione, há algo além. Vá!”.

Só que Deus ou o Universo possuem uma linguagem diferente para nos falar. Não é preciso ouvidos nem olhos, é algo que vai muito além: dentro e te invade. É preciso escutar o que não é dito e ver o que não é visível.

Você tem medo, você acha que é loucura demais, mas ao mesmo tempo, cada célula do seu corpo anseia pela mudança. Mas você tem um chão tão seguro sob seus pés. Por que mirar o desconhecido?

Ah, meu coração. Eu tenho um coração que vibra e não se contenta com o morno. Um coração rebelde que insiste em me dizer que só somos livres quando destememos a solidão. Ou quando deixamos de ser filhos das circunstâncias para ser pais e mães dos nossos atos e decisões.

É fato que nem sempre eu o escuto e quando eu não o ouço, eu viro mais do mesmo e fico borocoxô. E aí é que Deus ou Universo me sacodem, colocam algo difícil em meu caminho para que eu não esqueça da melhor versão de mim. Me acendem e me enchem de bravura.

Os horizontes se expandem e eu volto a estar em consonância com aquilo que carrego de melhor. Um ser bruto e selvagem. Sem medo da dor, do amor ou daquilo que eu desconheço. Disposto a se arriscar e construir liberdade. Ah, há tanto chão e há tanto céu! Ontem eu chorei antes de dormir, mas hoje, ah, hoje eu tô repleta de coragem!

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Nat Medeiros
Sou personagem de uma comédia dramática, de um romance que ainda não aconteceu. Uma desconselheira amorosa, protagonista de desventuras do coração, algumas tristes, outras, engraçadas. Mas todas elas me trouxeram alguma lição. Confesso que a minha vida amorosa não seguiu as histórias dos contos de fada, tampouco os planos de adolescência. Os caminhos foram tortos, íngremes, com muitos altos e baixos e consequentemente com muita emoção. Eu vivo em uma montanha-russa de sentimentos. E creio que é aí que reside o meu entendimento sobre os relacionamentos. Estou em transição: uma jovem se tornando mulher, uma legítima sonhadora se adaptando a um mundo cada vez mais virtual. Sou apenas uma mas poderia ser tantas que posso afirmar que igual a mim no mundo existem muitas e é para elas que escrevo: para as doces mulheres que se tornaram modernas mas que ainda acreditam nas histórias de amor.