Me rendi ao poder do seu sorriso, confesso que sim, e foi logo na primeira vez que o vi, aberto, demorado, honesto em cada pedacinho. Espantei ao extremo quando entendi o que move a sua vida, que é justamente o que me fascinou de imediato.

Há sorrisos e sorrisos. E não sabia disso antes de conhecer o seu. O seu sorriso é um desenho de Deus e parafraseando a música Dona Maria (que adoro), arrisco dizer que “Deus pintou mesmo e jogou fora o pincel”. Quanta esperança há nesse sorriso, quanta sinceridade há na tentativa de um sorriso – quando a tristeza te invade.

Ainda assim, sublimemente, você sorri.

Conheço gente que ri, que ri de tudo, a qualquer custo. Você não, você sorri porque acredita que a vida tem sempre um lado bom, uma oportunidade, uma chance de fazer de novo, maior e melhor da próxima vez. Me rendo a esse poder inenarrável de sorrir sem medo do julgamento.

“Ah, ela está sempre sorrindo, duvido que seja sempre feliz assim”.

Não, você não é sempre feliz assim. Já passou por tantos dramas que poderia render um filme, desses que a gente chora até ficar com o nariz entupido, sabe? E você chora, chora muito, mas sabe que as lágrimas servem para lavar a alma e que se duram muito tempo: a gente endurece, esfria, “desumaniza”.

E você sorri diante das dificuldades, das tristezas, das tantas perdas que o destino promoveu. E diz (sorrindo) que sabe exatamente o que aprendeu com cada pedregulho no caminho. E agradece, também sorrindo. Você tem o sorriso mais lindo que já vi na vida.

Mas, sei lá, a beleza de um sorriso, muito embora interessante, não é o principal. Um sorriso tem que ser de verdade, com a boca e com os olhos, tem que ter aquela covinha de quem sorri aberto mesmo, sem medo, ​sem a urgência de achar um problema​ em algum canto azedo do dia​.

Você nem precisou dizer nada, seu nome, sua idade, menos ainda aquilo que faz da vida. Quando sentei naquela cadeira bamba e você entrou, juro por Deus, você só precisou me lançar um sorriso para fazer morada na minha memória.

Quando você sorri, acredite, eu vejo a vida mais bonita.








Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Não estou muito preocupada com meus créditos, eu quero saber mesmo é do que me arrepia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.