O ROMANCE EM TEMPOS DE APLICATIVOS

Resiliência Humana

Aqui tem uma cena perfeita para o que acontece nos dias de hoje: os romances de aplicativos, aqueles de paquera que você preenche um cadastro bacana e coloca fotos legais. É uma forma interessante de se conhecer pessoas e muitas vezes, pode dar certo sim. Mas também tem o outro lado da coisa. Um aplicativo pode ou não ser uma fábrica de roubadas e presepadas?

Ato 1 – Você leva um pé na bunda bem dado quando está prestes a se casar. Você não come, só dorme e faz tudo no automático.

Ato 2 – A recuperação começa a aparecer. Você se apega nos amigos e começa a sair aos poucos.


Ato 3 – Alguém fala pra você de um aplicativo de paquera tal. Você fica curiosa e pensa: por que não conhecer gente nova? Então faz o seu perfil e começa a bater papo com vários tipos diferentes.

Ato 4 – Começam a surgir os tarados. Aqueles que querem mandar nudes sem nem te conhecer pessoalmente. Bloqueados.

Ato 5 – Você começa a bater papo com um cara aparentemente legal e com muitas coisas em comum com você. Depois de um tempo de conversa, você aceita o convite pra sair. Vamos chamar o cara de número 1.

Ato 6 – O cara te busca em casa e te leva pra tomar vinho. Parece o encontro perfeito. Só que não. O cara é esquisito e nervoso. Você se irrita e pede pra ir embora. Fim.

Ato 7 – Passado uns dias, você conhece outro cara no aplicativo. Divertido e super disponível. Encontros marcados e algumas saídas bem divertidas. Até que um dia você começa a desconfiar que tem algo errado com ele porque ele nunca te leva na casa dele. Nunca. Vamos chamar esse de número 2.

Ato 8 – Um belo dia, você bem desconfiada, apesar do cara até já conhecer seus amigos, descobre que o número 2 é…casado. Você xinga o número dois de tudo. Fim.

Ato 9 – O número 3 surge no aplicativo. Você vê as fotos e acha o cara bonitinho. A conversa também é razoável. Mais um encontro marcado. Ao chegar no local, você descobre que o cara é totalmente fake. Totalmente. Você vai embora em cinco minutos. Fim.

Ato 10 – Você começa a achar o aplicativo uma roubada. Mas é brasileira e não desiste nunca. Começa a conversar com outro cara. O número 4. Bacana, divertido, educado. Conversam por uns dias e marcam o encontro. Tudo legal até você descobrir, ainda na mesa do bar, que o número 4 é amigo best do número 2. O número 4 surta mas volta atrás e vocês saem por mais algumas vezes. Até você fazer uma besteira (cagada mesmo, que seria indelicado contar aqui) e o cara ficar com raiva de você. Fim.


Ato 11 – Você sai do aplicativo. Dá uma canseira muito grande esses tipos todos então resolve dar um tempo. Mas continua batendo papo pelo whatsaap com um garoto que já falava antes, também do aplicativo. Esse é o número 5. Papo vai, papo vem, um dia, do nada, ele te manda um vídeo pelado (????). Bloqueado. Fim.

Ato 12 – Passado um tempinho você decide voltar pro aplicativo. Não está fazendo nada mesmo né? Logo de cara conhece o número 6. Gente boa, interessado, recém separado. Vocês marcam um encontro. Primeira noite: ótima e divertida. Mas a lei de Murphy é implacável. O número 6 também é best friend do número 2. Que porra é essa? Mesmo assim vocês continuam a conversar e marcam um segundo encontro. O cara surta e te trata da forma mais esquisita do mundo. Irritada e o cara bloqueado. Fim.

Ato 13 – O número 7, cara legal, bom moço, todo devotado. Durante algumas conversas por áudio você começa a achar a voz do cara esquisita. Ah, pode ser impressão sua já que sua voz em áudio é ridícula. O número 7 viaja 600 km pra te encontrar. Quando você olha pra ele e pro tipo físico dele, vê estampado em todos os lugares possível: certeza que é homossexual. Fala afetadíssima, perfume Dolce & Gabanna (preciso falar mais?). Não teria nenhum tesão. Nunca. Fim.

Ato 14 – Em andamento.

FONTEAline Rollo
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