Todo fim de relacionamento é difícil. Sofremos, choramos, entramos “em abstinência emocional” e a saudade arrebenta. Parece que o cérebro não colabora muito e só nos lembra das coisas boas que aconteceram durante a relação, trazendo com isso sentimentos de culpa, mágoa e desespero.
A minha vontade seria começar esse texto com dois conselhos: não se importe tanto e pare de sofrer assim! Mas, como sei que conselhos não amenizam dores, vou explicar os motivos pelos quais você deveria aplicá-los.
Porém, se por um lado temos responsabilidade nos términos dos relacionamentos (quando há muitas brigas, ausências constantes e abusos emocionais rotineiros), por outro, não temos o poder de influenciar o fluxo da vida.
Algumas relações, realmente, nascem com data marcada para morrerem e querer mudar isso ou dominar situações que não podemos controlar é sinal de falta de bom senso, de equilíbrio e de inteligência emocional.
Talvez (sim, talvez) fosse bom se pudéssemos influenciar o ruma da vida e deixar tudo sob nosso domínio, mas a verdade é que não podemos. Não podemos impedir a morte de alguém querido, não podemos obrigar alguém a nos amar e não podemos arrancar do peito a saudade que teima em ficar. Somos humanos, frágeis e sensíveis. Aceite isso!
Não adianta esbravejar, blasfemar contra Deus e culpar o mundo. Quando uma relação nasceu para não dar certo, ela não dará. Simples assim. É preciso deixar o ego de lado e entender que aceitar e digerir todos os tipos de sofrimento e contrariedade que a vida forçosamente nos determina é necessário. E ponto!
Precisamos perder essa mania de creditar ao outro a responsabilidade da nossa felicidade. Parar de idealizar os sentimentos e encará-los de frente. Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor descrevia bem essa idealização de sentimentos: “os doentes acham que a saúde é tudo.
Os pobres imaginam que o dinheiro lhes traria toda a felicidade sonhada. Os carentes – isto é, todos nós – acham que o amor é a mágica que dá significado à vida. O que nos falta aparece sempre idealizado, como o elixir da longa vida e da eterna felicidade”.
Sejamos realistas: a dor do término irá passar, a saudade será esquecida e o amor se transformará em outra coisa (ou em nada mesmo). Você sabe disso. Quantas vezes já amou? Quantos términos já enfrentou? Quantos recomeços foram necessários?
A vida é assim mesmo: permite que vivamos os sentimentos, mas nos cura para que possamos viver outros.
Foto: Vladimir Piskunov/Getty Images/Vetta
Há períodos da vida que parecem testes intermináveis. Anos em que você precisou engolir o…
Você costuma acordar sempre entre às 3h e 4h da manhã? Muitos se questionam se…
O debate sobre uma possível Terceira Guerra Mundial voltou a ganhar força nos últimos anos,…
Entre tantos lançamentos barulhentos, algumas produções passam despercebidas no catálogo da Netflix, mesmo entregando uma…
Você prefere ovo cozido, mexido, frito ou em forma de omelete? Para a psicologia comportamental,…
Há curiosidades que não precisam de desculpa. Quando falamos de intimidade, o mais interessante é…