O que importa mesmo é a caminhada e não a linha de chegada, não desista do seu objetivo só porque você perdeu algo ou alguém durante o caminho.

Quem nunca na vida perdeu algo ou alguém?

Não pedimos para perder nada e percebo que a maior parte daquilo que perdemos são de grande importância. Elas vêm do nada, quando menos esperamos. Sempre nos parecem inexplicáveis e sem uma razão lógica de ser.

Tudo o que realmente importa pra você é surpreendente.

Nos pegam de surpresa e fazem nossas pernas bambearem e ao perdermos o equilíbrio, algumas vezes chegamos a cair feio, num buraco fundo e o mais impressionante é que nunca falta alguém para jogar mais terra em cima para nos enterrar de vez.

As perdas em determinadas fases da vida parecem vir uma atrás da outra, e o que podemos aprender com elas?

Será que o medo de perder aquilo que nos é importante e mais valioso é o fio da meada.

Será que é o medo é o maior vilão capaz de atrair as maiores perdas da vida?

Cada um tem uma história e onde começam as perdas na vida de cada um e como lidar com as mesmas e qual é o aprendizado que podemos tirar de cada uma.

Será que tem como prevenir?

Não há nada pior que as mesmas e elas nos fazem perder os cabelos devido ao stress causado.

Nos fazem coçar a cabeça diante do emaranhado confuso que se forma dentro do cérebro.

Fazem com que nossa cabeça pegue fogo, nosso coração se inquiete, nosso emocional se perca entre a impaciência involuntária e o querer entregar os pontos, a ponto de desejar desistir de tudo e até da própria vida.

Não desejamos entregar os pontos e o nosso mecanismo de defesa acaba se formando como forma de fuga para nos poupar de tamanho sofrimento.

Somos capazes de criar um personagem para nós mesmos pelo simples fato de não querermos entregar os pontos e colocar tudo a perder.

Aliás, temos a preocupação de mostrarmos fortes, pois não queremos que a engrenagem pare.

Como é difícil estar à frente de um exército, seja ele qual for.

Não lhe é dado a prerrogativa da vulnerabilidade. Cefia ou “chefria”, como é dito por muitos. Chefe de família, diretor, gerente, líder, presidente, chefe… por si só não é nada fácil!

Se quem estiver no poder não estiver bem, pode ter certeza que o resto desanda. O chefe é o reflete em todos os liderados.

Se o comando estiver bem, o resto flui, mesmo que não se tenha bons resultados.

O que importa mesmo é a caminhada e não a linha de chegada.

Para tudo que realmente importa, tem que haver uma constância, um equilíbrio, que não seja oito e nem oitenta, bem diferente da utopia da perfeição. E para se chegar a esse equilíbrio.

Se o principal não estiver bem, tudo que ele tentar fazer vai dar errado. Não resolverá nada tentar tampar o sol com a peneira. Com energia não se brinca. Se a energia do poder supremo não estiver legal (positiva), tudo desanda. Todas suas tentativas de seguir em frente serão em vão, pois o seu falar ou o seu silêncio incomodará, da mesma forma acontecerá com a sua inércia ou com o seu dinamismo. Seria como a expressão: “se ficar o bicho pega e se correr o bicho come”.

Energia não podemos vê-la, mas podemos senti-la, mesmo que de forma inconsciente.

Pelo simples fato de se estar no mesmo barco, já será o suficiente para todos serem contaminados.

Se o comandante estiver inseguro sem saber como chegar ao destino, todos ficarão alvoroçados.

Todos ficarão perdidos.

Toda mudança, por melhor aparentemente que seja, exige um pouco de sacrifício.

Com quantas crianças grandes feridas fomos obrigados a aprender a lidar em virtude dos sofrimentos causados pelas perdas?

Mortes de entes queridos, perda da saúde, perda financeira, perda de uma oportunidade, de um emprego, de uma promoção…

Toda e qualquer tipo de perda acaba respingando, não só em si mesmo, mas nos outros.

Perdas são inerentes ao ser humano. E será que estamos sabendo lidar com mesmas?

Grandes perdas sempre causam grandes impactos em nossas vidas. São capazes de gerar um enorme sofrimento de luto que parece não ter fim. É daí que surgem grandes traumas. Verdadeiras feridas na alma. Temos a impressão, que à medida que o tempo vai passando, pior vai ficando. Um ciclo que nunca se fecha.

E assim vamos vivendo vários lutos, no decorrer da vida.

É a vida!

Com a correria do dia-a-dia, muitas vezes ficamos sem tempo para viver esse luto e vamos empurrando com a barriga. Dessa forma podemos até conseguir seguir em frente, porém presos ao passado. Isso nos impede de sermos verdadeiramente felizes.

Podemos até aparentarmos felizes, mas será que estamos plenos? Só quem vive para saber o tamanho da dor e para os outros, será refresco, pois pimenta no olho do outro não arde.

É em vão ficar reclamando. Reclamar é clamar duas vezes para o que não se quer repetir.

Teremos que entender o que houve para ser possível a transformação.

Teremos que refazer o caminho para poder ressignificar para conseguirmos chegar adiante sem amarras, para sermos verdadeiramente livres.

Como isso é possível?

A primeira coisa que devemos fazer é nomear os sentimentos (medo, raiva…).

O segundo passo seria ver as histórias que se repetem.

O terceiro: Se perguntar, o que tem atrapalhado sua vida?

É importante ver os muros e rever o passado, ressignificando. Para isso, temos que relembrar de situações que nos machucaram muito, para não ficarmos patinando para frente e para trás, sem saímos do lugar.

Meditar facilita a fazer a lista. De preferência deve-se escrever no papel, para forçar o cérebro, alcançando assim o inconsciente e o subconsciente.

Deve-se escrever todos os nomes, detalhando todas as dores, para poder aceitar e ressignificar para poder seguir em frente.

Não é fácil mudar hábitos e é necessário exercitar os novos por 21 dias para os mesmos serem fixados e assim liberar a vida para fluir.

Quanto mais negamos as dores, mais difícil fica.

Temos que olhar com carinho a criança ferida de outrora, que pode ser nós adulto de agora ao passar por um grande trauma recente, para poder cuidar e curar.

Qual será o seu objetivo ao escrever histórias traumáticas?

De transformação, não é mesmo?

Transformar as tristezas em aprendizado para poder sair do lugar das repetições e assim, evoluir.

Qual seria o aprendizado?

O aprendizado do amor incondicional para conseguir seguir o caminho.

E como fazer as pazes com o passado?

Não há regras. Cada um fará da sua maneira. Alguns escreverão uma carta, outros apenas mentalizarão, outros mandarão celebrar uma missa por uma intenção em particular…

Fazer as pazes não quer dizer que iremos isentar o que o outro fez de errado, nem ficar amiguinho e sim reconciliar para poder ressignificar.

Não devemos julgar o ser humano em si e sim rever as ações, que deixaram marcas de muita dor. Não dá para mudar o passado. Temos que aceitá-lo para poder ressignifica-lo.

Fazer as pazes da boca para fora, porque quer seguir em frente, de nada resolverá.

Se não nos libertamos pelo amor, será pelo caminho mais duro, que é o da dor.

Para fazer efeito e ter a vida transformada tem que se ligar com alma e sentimento e não com a razão.

A quaresma é tempo de reflexão. De identificar o que realmente importa pra você.

Que este tempo seja propício para revermos nossos muros, revendo nosso passado, reconciliando e ressignificando para que sejamos livres para viver uma vida plena, livre das amarras das repetições que só nos trazem dor e sofrimento.

Que Jesus nos ressuscite, curando-nos de todas as dores e sofrimentos passados, para que possamos trilhar um novo caminho com mais leveza, mais serenidade e muitas alegrias.

Que Ele possa mostrar o caminho certo para que possamos viver uma vida plena.

Que Ele possa nos acompanhar no processo do crescimento pessoal, através dos profissionais, cicatrizando de vez todas as feridas, eliminando de vez as repetições da nossa criança ferida de traumas passados ou recentes.

Que Ele nos guie rumo à vitória.

Que nesta Páscoa, possamos ressignificar o passado para que possamos ressuscitar, sendo verdadeiramente livres, leves e soltos.

Dessa vez não vão encerrar o texto com a frase: Isso é tudo no universo do nada sei, mas sim com a frase do Robson Hamuche, do @resiliência_humana:

“Curar sua criança interior potencializa o seu eu adulto.”, bem como, a frase que li na 65ª Feira do Livro de Porto Alegre: “O CONHECIMENTO TRANSFORMA”.

Transforme-se descobrindo o que realmente importa pra você. E o que importa de verdade é a caminhada e não a linha de chegada.

*Foto de Jeremy Bishop no Unsplash

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Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.