Você já conhece alguém que está sempre atrasado, não importa o compromisso? Seja no trabalho, em encontros ou até em reuniões importantes, a pontualidade parece um desafio constante para algumas pessoas.
A impontualidade, mais do que um simples hábito, pode refletir questões profundas da mente humana — e impactar diretamente a vida pessoal, social e profissional.
Contudo, especialistas revelam que a impontualidade crônica pode ser muito mais do que desorganização. Ela pode estar ligada a fatores emocionais, traços de personalidade ou até mesmo transtornos cognitivos.
De acordo com a psicóloga Renata Borja, o hábito de se atrasar com frequência pode ter relação com o funcionamento do córtex pré-frontal, a área do cérebro responsável pelo planejamento, foco e organização.
“Essa região do cérebro só atinge seu amadurecimento total por volta dos 25 anos. Antes disso, é comum haver mais dificuldade em gerenciar o tempo e as prioridades”, explica.
Além disso, pessoas com transtornos como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), ansiedade ou depressão podem apresentar dificuldades reais para cumprir horários, por conta da desregulação das chamadas funções executivas.
Embora existam fatores neurológicos e emocionais para a impontualidade, nem todo caso é justificado por questões clínicas. Para o psicólogo Roberto Hirsch, atrasos frequentes também podem ser interpretados como falta de empatia e desrespeito com o tempo alheio.
“Chegar sempre atrasado, especialmente quando envolve outras pessoas, pode ser uma forma de controle sutil. É como se o indivíduo colocasse os próprios interesses acima dos demais, exigindo que todos se ajustem à sua rotina”, afirma.
Em ambientes corporativos, isso pode minar relações, comprometer projetos e gerar uma imagem de descomprometimento profissional. Já na vida pessoal, a impontualidade pode causar frustrações, conflitos e até afastamentos.
A nossa pontualidade pode ser treinada e desenvolvida com o tempo. Portanto, a psicóloga Érika Miranda recomenda estratégias simples que ajudam a lidar com os atrasos no dia a dia:
“O mais importante é assumir a responsabilidade e trabalhar a autorregulação. Ser pontual não é apenas uma questão de produtividade — é também uma forma de demonstrar respeito pelas pessoas com quem nos relacionamos”, reforça Érika.
Ser pontual é mais do que estar no lugar certo na hora certa, é um sinal de respeito, empatia e compromisso com os outros.
Então, se você se identifica com o perfil de quem vive correndo contra o relógio, vale a pena investigar as causas e começar um processo de mudança. Afinal, tempo é um dos bens mais valiosos que temos — e ninguém gosta de ver o seu sendo desperdiçado.
Imagem de Capa: Canva
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