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O que a decepção ensina quando ela não mata

Tenho apenas 26 anos e carrego uma infinidade de decepções, e muitas delas achei que não aguentaria, que de fato, morreria por dentro.

Pois bem, sobrevivi a todas elas. Se me tornei mais forte? Sim, claro.

Cai muita vezes, ralei o joelho, quebrei a cara, e despedacei meu coração em partes difíceis de ajuntar.

O tempo como dizem, é o melhor amigo, ele leva tudo de ruim embora. A música do Charlie Brown Jr. descreve bem a situação “eu vi o tempo passar e tanta coisa mudar, então tomei um caminho diferente”.

Pois bem, demorou para superar as decepções – os machucados sararam e as cicatrizes permanecem aqui.

O coração foi remendado com muita colinha, o joelho ficou com uma marquinha e a cara, ah… essa precisou de uma plástica. Mas foi bom, hoje quando me olho no espelho vejo alguém forte.

As cicatrizes me mostram todas as vezes, que eu sempre mereço mais, nunca uma decepção, mereço tudo de maravilhoso que a vida tem a oferecer. E ela tem coisas lindas. Temos infinitas possibilidades para se chegar a alegria, felicidade e a muitos sorrisos.

Hoje eu penso em todas as coisas ruins que me derrubaram, e vejo que tudo isso me fez uma mulher mais forte. Não digo só na parte de relacionamentos amorosos, mas profissionalmente e também com relação aos amigos.

Cada erro cometido tem de ser único. Pois quanto mais se erra, mais se machuca. Às vezes, é inevitável, mas não deve ser cometido mais de uma vez. Se por acaso acontecer, é porque você permitiu.

Temos que aprender a controlar nossas atitudes. Se não queremos nos machucar novamente, não podemos deixar que certas situações se repitam.

Nós sempre temos escolha. Mas insistimos naquilo que nos faz feliz momentaneamente. Esquecemos do depois. E o depois sempre chega, e com ele vem os arrependimentos e as decepções.

Não acumule decepções repetidas. Cresça, mude seus pensamentos, atitudes… Evolua!

Ser mais racional não te priva de ser feliz, mas é uma forma de prolongar sua felicidade. Não é uma garantia que vá durar para sempre, mas se você já passou por algo, cometer o mesmo erro é burrice.

É tudo questão de não deixar a euforia tomar conta. Não significa que terá uma vida regrada e sem aventura.

Se aventurar é maravilhoso, mas é sempre bom ter cautela.

Vi montanhas enormes e lindas as quais quis tentar pular. Me arrisquei sabendo de sua altitude, e que talvez não alcançaria, mas eu quis tentar. Tentei, e você sabe o que aconteceu, certo?

Cai e me machuquei por dentro e por fora. O que sobrou? A lição!

Aline Felix

Nascida em 1989, na cidade de São Paulo é formada em jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Blogueira e metida a escritora é apaixonada por prosas, crônicas e contos. Seus sentimentos e pensamentos ela expressa em seu blog “pelos olhos da cidade”. Dedicada, esforçada, exageradamente dramática e otimista, procura ver a vida de uma forma simplista. É uma antítese incessante.

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