O PROBLEMA NÃO É VOCÊ, SOU EU

Mari Rivas

O PROBLEMA NÃO É VOCÊ, SOU EU. Será que a mais famosa desculpa de amor é tão esfarrapada assim?

Fácil, fácil se familiarizar com essa situação nada esclarecedora e que já assombrou os platonismos alheios mais profundos.

Se entregar, se doar, ser disponível, fiel e não receber o mesmo de volta. Mas NÃO que a culpa seja sua, é claro.

Você quer fazer algo, quer mudar a situação, quer conquistar, batalhar, conseguir, mas não… Em outras palavras lhe foi dito que não há nada que você possa fazer, simplesmente não.

Em defesa, eu acredito que essa desculpinha é mais um ato de gentileza. Sério. Um ato de “Não existe nada de errado com você. Sou só eu que não quero mais. Eu quero outra coisa.”

No fundo, nós sabemos que a pessoa não quer jogar verdades nuas e cruas na nossa cara, porque afinal de contas ninguém precisa disso. Ninguém.

Mas mesmo tanta gentileza assim, PÁ! Dói e nos atormenta naqueles minutinhos silenciosos antes de dormir. Por que?

Porque é frustrante demais quando não agem da forma como planejamos em pensamento. A verdade é que todos nós somos um pouquinho carentes e mimizentos. Não devemos julgar, mas devemos aprender a conviver com ela, a rejeição.

A maioria de nós já passou por essa situação complicada do “fora gentil”. Você conhece alguém educado, lindo, que te ama e te quer bem, mas…

Como dizer sem magoar ou ferir de alguma forma que você não sente o mesmo? Ou que essa pessoa te perde em pequenos detalhes da personalidade dela?

E que você não quer falar, porque não quer que ela mude por você? E ninguém deve mudar ninguém. Nem tentar.

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Mari Rivas
Bailarina fora dos padrões posturais, atriz sem sucesso, estilista mal compreendida, me formei por fim em Marketing e me especializei em Invenções Tecnológicas e Redes Sociais. Hoje trabalho, estudo e escrevo para falar menos sozinha. Adoro moda e simpatizo com pessoas pelo tênis que usam, antes mesmo de trocar um “olá”. Sou apaixonada por cinema, séries de tv, viagens, artes e animais. Prefiro ser chamada de “admiradora investigativa” do que “stalker profissional”.