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O mal de muita gente é pensar que é insubstituível

Lógico que ninguém é igual a você. Lógico que você é único e especial. Porém, sempre existirá quem possa ocupar o seu lugar.

Precisamos ter autoestima elevada, para que possamos nos dar o devido valor e para que os outros nos enxerguem em tudo o que somos e podemos oferecer, bem como em tudo o que de fato merecemos. No entanto, algumas pessoas simplesmente extrapolam o conceito que possuem de si mesmas, achando-se muito mais do que são, querendo receber além do que oferecem, sentindo-se imprescindíveis, alguém cuja ausência seria insuportável. Ledo engano.

Embora sejamos únicos e especiais, ainda que ninguém possa vir a ser igual a nós, sempre haverá quem possa ocupar o nosso lugar em todos os setores da vida, no emprego, nos círculos sociais, ou até mesmo no coração de alguém. O mundo continua a girar, com ou sem a gente, exatamente porque a vida tem que continuar, as pessoas têm de seguir, tudo deve tomar os rumos adiante, estejamos ou não presentes. Possivelmente, muito não será como antes, mas será.

Por essa razão é que não existe propósito no comportamento de muitos por aí que se preocupam excessivamente com a aparência física, com a aquisição de bens materiais, com a obtenção de destaque social. Prendem-se tão somente à estética e ao materialismo, juntando dinheiro de forma usurária, negando-se a compartilhar conhecimento, tornando-se seres mesquinhos e fechados. Muitos deles acabam morrendo e levando junto muita coisa que poderia ter sido desfrutada em vida.

Da mesma forma, existem aqueles que não se permitem dividir ninguém com o mundo, como nos casos de ciúmes extremos, clausura forçada aos filhos, sentimento de posse em relação aos amigos. Não interagem com ninguém mais do que com a família e os poucos e seletos amigos, inclusive cerceando os passos de todos eles, querendo que se confinem ao seu mundinho, como se sua companhia já bastasse a todos. Não percebem que aqueles que sobreviverem a eles certamente buscarão novas amizades, novos companheiros, novas pessoas, enfim.

Não existe vazio que não possa ser preenchido, não existe coração que não possa ser revivido, ninguém mantém buracos abertos por muito tempo sem se sentir incomodado. Faz parte do movimento da vida ressignificar-se, retomar os passos, preenchendo-se os recantos em que há ausências, reerguendo-se dos abismos à procura de mãos que puxem de volta ao caminho da vida. Bobo de quem se acha a última bolacha do pacote, pois elas costumam quebrar ou murchar. É isso.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

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