O Autoconhecimento pode curar a depressão e os sensitivos sabem disso!

Iara Fonseca

Autoconhecimento, “Auto” da palavra grega autós, significa si mesmo, si próprio. Conhecer a si mesmo… Você sabe qual a importância disso?

Sabemos que “autoconhecimento”, escrito junto, dessa maneira, foi adotado na nova reforma ortográfica de 2009. Será que hoje, depois de quase dez anos dessa união das palavras “auto” e “conhecimento” conseguimos entender como “unir” os nossos pedaços para nos tornar inteiros e nos apropriar de nós mesmos?

Metaforicamente divagando e fazendo uma correlação improvável, posso imaginar que em dez anos muitas coisas tenham mudado por aí!

Analise neste momento o que você fazia, e onde você estava, nessa mesma data, mas a dez longos anos atrás.

Como as coisas estão? Como as coisas estavam? Quais eram as suas queixas? Quais são agora?

Essa análise das nossas emoções e sentimentos de ontem em um comparativo com as de hoje, podem ser decisivas em questões que envolvem sofrimento, mágoa ou dor, e até para entender onde erramos e onde acertamos, o que repetir e o que deixar ir.

Dados e estatísticas mostram que o número de suicídios entre adolescentes vem aumentando drasticamente de dez anos para cá. Preocupados com isso, professores e estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisaram os níveis de autocontrole, empatia, autoconhecimento e habilidades sociais de 9.608 alunos de 10 a 17 anos que foram submetidos ao programa Semente de habilidades socioemocionais, que é realizado em diversas escolas brasileiras.

Para Celso Lopes de Souza, psiquiatra e fundador da metodologia ensinar as crianças a lidarem com as emoções pode ser o grande segredo para diminuir os índices de suicídios, bem como de transtornos que acometem a depressão, pois a metodologia abre espaço para que avaliem a própria saúde mental, fator que auxilia as escolas e responsáveis a identificarem possíveis agravamentos. “Os alunos precisam aprender, por exemplo, a diferença entre estar desapontado, que é da família da tristeza, e estar frustrado, que é da família da raiva. Isso é alfabetização emocional. Depois, vem a parte da regulação, que é fazer os alunos entenderem que não são os fatos que atormentam os homens, e sim aquilo que pensamos sobre os fatos. A ideia é mostrar que são os pensamentos que determinam as emoções, e assim a gente ganha um instrumento para modulá-las quando elas não estiverem ajudando”.

“A gente não pode fazer essa correlação de modo direto, mas esperamos que em breve tenhamos dados sobre isso. Cerca de 90% dos suicídios têm relação com alguma doença psiquiátrica [segundo dados da OMS], e, com esse ensino, é possível que haja uma diminuição nos casos de suicídio”, diz.

O assunto tabu “suicídio” ganhou evidencia nas mídias após o lançamento da série 13 Reasons Why., com o agravante de casos de adolescentes de famílias abastadas de colégios caros das grandes cidades do país!

O fato é que a depressão pode ser tratada com processo de autoconhecimento, sabe como?

Para o Alcides Schotten, filósofo e fundador do método Methodus, “depressões podem ser entendidas como uma infelicidade profunda, causada pela negação de si mesmo e da vida”, e quando o indivíduo nega a si mesmo, segundo Freud existe um problema que precisa ser resolvido onde a raiz é a infância.

Muitos adultos se comportam ainda como crianças, esperneiam quando não conseguem o que querem e se deixam afundar quando não obtêm a ajuda que necessitam, não possuem vontade suficiente para lutarem por si mesmos, o que ficou conhecido como “Síndrome de Peter Pan”.

Conhecer a si mesmo e perceber os pontos vulneráveis é o primeiro passo para a cura da depressão. Quando negamos nossos defeitos, não conseguimos meios para trata-los e transformá-los. Mas por outro lado, existem muitas pessoas que conseguem enxergar seus defeitos e se acomodam neles, atitude essa que agrava a depressão.

O que deve ser feito então?

Devemos reconhecer nossas qualidades. Quando buscamos em nós as qualidades que ainda não admitimos, passamos por um processo de desacorrentamento, ou seja, uma a uma, arrebentamos as correntes que nos prendem a dor e passamos a nos sentir mais leves e consequentemente, conseguimos sentir o cheiro da liberdade.

Quando identificamos uma qualidade que podemos oferecer ao mundo, nos sentimos úteis, e livres para exercer esse papel na sociedade. Então, busquemos enxergar o que em nós existe de melhor. Esse é o verdadeiro processo de autoconhecimento, reconhecer o que podemos oferecer de bom ao mundo!

Por que os sensitivos sabem disso?

Pessoas sensitivas acabam tendo um contato maior e mais prolongado com esses sentimentos negativos, energias estranhas, arrepios, pressentimentos, sensação de tristeza repentina, e muitos não sabem os motivos pelos quais sentem essas coisas, já que a alguns minutos atrás, tudo estava bem!

Essa estranheza, leva o sensitivo a buscar conhecimentos diversos, e esse buscar, geralmente desperta nele a necessidade do autoconhecimento, fato que faz com que ele aprenda a lidar bem melhor com esses sentimentos que chegam desavisados, conseguindo fazer com que eles se dispersem, com mais facilidade.

Se não conseguimos sozinhos, busquemos ajuda!Esse deve ser o mantra! Porque é obvio que cada um de nós possui algo muito especial, porém, as correntes de ferro que nos prendem, não nos deixam enxergar sozinhos…

Práticas de hipnose, regressão, Constelação Familiar e vivencias de imersão em autoconhecimento, contribuem profundamente nesse processo de liberdade e de voo solo com as próprias asas.

Não perca mais um dia da sua importante vida se queixando ou se sentindo menos…

Respire fundo, peça ajuda, transite em diferentes movimentos de conhecimento interno e se coloque livre de preconceitos e limitações para contribuir com o mundo!

Faça caridade, e ajude quem pode menos que você, esse é o primeiro passo para se sentir útil… posteriormente, saberá que nesse tempo que passou depressivo… você fez muita falta ao mundo!

E qualquer coisa que precisar estarei aqui para dar a minha contribuição, ou no Mente Positiva 2054, ou no Iara Fonseca!
Até a próxima!

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS







COMENTÁRIOS




Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!