Nunca diga: “dessa água não beberei”. O que consideramos ruim, pode nos trazer a paz que tanto precisamos.

Idelma da Costa
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Dessa água não beberei.

Nunca podemos dizer: “dessa água não beberei”. O que consideramos ruim, na verdade, pode nos trazer a paz que tanto precisamos.

A vida é uma caixinha de surpresas e a cada dia que se passa nos pega de surpresa e nos surpreende.

Não sabemos nada sobre a vida e muito menos sobre o dia de amanhã.

Só nos resta viver um dia de cada vez e entregar nossas vidas a Deus, pois só Ele sabe de todas as coisas e sempre prepara o melhor para nós, mesmo que não consigamos decifrar o que está escrito nas entrelinhas.

Pode ter a certeza que Ele escreve certo por linhas tortas.

Não cabe a nós, que somos imperfeitos questionar.

Somos pequenos demais para poder entender e arrogantes demais para querermos impôr nossa vontade acima de Deus.

Nem sempre o que achamos ser perfeito é o ideal para nós e ao sermos tirados do nosso mundo fictício regado a tempos pelo comodismo acabamos nos assustando, criando obstáculos e sofrimentos como fuga para não aceitar o que a vida nos propõe.

Colocamos um peso a mais e acabamos sofrendo mais do que o necessário.

Não que devemos fingir que está tudo bem e que somos fortes o suficiente para encarar qualquer desafio por pior que achamos ser.

Temos o direito de ficarmos tristes e perdidos no início.

Desesperar, sentir medo e ficar triste faz parte.

Chorar é o melhor remédio para a alma. E daí se te verem chorar.

Faz parte do processo para a cura e servirá como testemunho de que você pode até cair, mas que com sua fé é capaz de levantar, sacudir e dar a volta por cima.

Pôde-se levar dias, meses ou anos.

O que interessa que será capaz de seguir sua vida em frente, sem olhar para o que passou.

No final das contas acabamos esquecendo de que um dia agoniamos.

Nem sempre o perfeito a nossos olhos é realmente perfeito.

O casamento aparentemente perfeito pode esconder um relacionamento tóxico, onde o casal não se permite romper os vínculos em virtude de vários motivos.

Entre os quais podemos citar: a dependência econômica ou psicológica de um dos nubentes, os filhos pequenos, pressão da família, cobrança da sociedade…

As válvulas de escape, necessárias para qualquer ser humano saudável, seja uma caminhada, jogo de futebol com os colegas, o happy hour com os amigos, o sair mais cedo do serviço, que não tem nada de mais se não fosse o intuito da desculpa para uma traição conjugal.

O serviço aparentemente perfeito, porém cheio das intrigas, fofocas e puxação de tapete.

A pessoa cheia dos amigos, que sente solidão.

O ser humano que tem tudo na vida, porém com sentimento de vazio por dentro.

O falar no WhatsApp fingindo ser com a mãe, mas na realidade está falando com a amante.

São tantos exemplos de aparente perfeição que escondem algo “podre”. Mas, nenhum mal dura para sempre e um dia a verdade vem à tona e a própria vida se encarrega de colocar você no trilho do caminho certo da paz.

É o livramento que vem disfarçado de fracassos e mesmo que seja ruim no início se faz necessário para trazer a paz e a vida plena que sempre almejou.

A superficialidade das aparências chega ao fim mais cedo ou mais tarde abrindo espaço para algo melhor, seja um novo casamento, um novo emprego, amigos novos, casa nova…

A ação de Deus opera, mesmo que não consigamos enxergar fazendo novas todas as coisas, pois o que Ele mais quer é ver-nos felizes.

Paz!

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Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.