Nós somos diferentes e eu aceitei as nossas diferenças.

Danielle Luppi

Eu gosto de sair pra caminhar e conversar ao mesmo tempo. Amo café na cama ou noite de filme com muita pipoca. Tem gente que prefere ganhar um presente, e outros vão preferir receber um bilhete.

Tem ainda aqueles que amam ser abraçados e beijados e aqueles que precisam ouvir uma palavra pra se sentir bem e amado. Se você ainda não ouviu falar sobre o livro “As cinco linguagens do amor”, eu super recomendo, do autor Gary Chapman. Todos precisamos descobrir qual é a nossa linguagem de amor, e qual a linguagem de amor do outro também.

Mas eu não quero falar aqui sobre as linguagens. Tem a ver com isso, mas não é sobre isso.

Gostaria de conversar com você hoje sobre o que o outro tem pra te dar. Por falarmos diferentes linguagens a maioria das vezes, por sermos pessoas diferentes, por termos sido criados de uma forma diferente pelos nossos pais e por termos passado por experiências diferentes nas nossas vidas, com certeza vamos agir e demonstrar amor de formas diferentes.

A forma que eu vou preparar a mesa para o jantar é diferente da do meu marido. Eu gosto de colocar a melhor toalha, o melhor guardanapo, a melhor louça todos os dias. Ele já não é muito ligado nessas coisas. Ele até tenta, mas nunca fica tão bonito como o meu ou da forma que eu faria. E eu aprendi que está tudo bem, nós somos diferentes e aceitei as nossas diferenças.

A forma que ele me ama é diferente da forma que eu amo ele. Mesmo que tentemos amar as pessoas de acordo com a linguagem de amor de cada uma, a forma que demonstramos amor e fazemos as coisas são diferentes. As pessoas só vão te dar aquilo que elas têm pra dar. E nós temos que ser inteligentes para aceitar isso. Se vivermos em um mundo de expectativas surreais seremos extremamente frustrados pois nunca alcançaremos uma realidade boa o suficiente para nós.

As pessoas amam de formas diferentes, as pessoas surpreendem de formas diferentes, cada um demonstra amor de uma forma diferente, e essa forma geralmente é diferente da sua. Você não pode exigir que o outro coloque a flor no lado esquerdo da bandeja do café da manhã e use a louça mais bonita da casa só porque você faria dessa forma. Se o café na cama vem naquele prato quebrado e sem flores, tudo bem. A pessoa está dando o melhor e tentando te amar, na sua linguagem mas do jeito dela.

Expectativas são muito perigosas e podem destruir relacionamentos que tinham tudo para dar certo. Temos que aprender a deixar as expectativas de lado e olhar mais para a realidade, para aquilo que realmente temos, para aquilo que Deus nos deu. Se você viver sonhando com aquilo que talvez nunca virá, pelo menos não do seu jeito, você pode se tornar uma pessoa amarga devido à frustração e o desânimo.

Chega de sonhar com contos de fadas. Nossos pés devem estar firmes no chão e na realidade. Aceite mais o que o outro tem pra te dar e da forma que ele (a) tem para fazer e oferecer as coisas.

Olhe mais para aquilo que é bom e pare de olhar para o que não deu tão certo. O negativo geralmente anula o positivo. Então “nao dê bola “ para o negativo. O apóstolo Paulo menciona na Bíblia que devemos nos apegar aquilo que é bom. Então porque insistimos em ver os defeitos? Ou que ele não conseguiu fazer? Ou a falta daquele beijo? Ou ainda o esquecimento de lever o lixo pra fora?

Se apegue no que for bom. Na louça lavada mesmo você querendo a ajuda dele pra limpar toda a casa. Ou então admire e se alegre pelo fato dele ter trazido uma flor roubada do jardim do vizinho, mesmo você querendo um buquê de rosas vermelhas. Ou ainda tente validar a tentativa dela em fazer aquele bolo de cenoura que você tanto ama mesmo se o bolo está embatumado.

Se apegue na tentativa, na forma de demonstração de amor, no esforço e naquilo que o outro tem pra te dar. Elimine as expectativas, principalmente aquelas “sem pé e sem cabeça”. Viva mais a realidade e aproveite mais aquilo que tem. Aceite mais o outro como ele é e ame o que ele (a) tem pra te dar…pode ter certeza de que aquilo é o melhor que ele (a) pode fazer.

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Danielle Luppi
Mora na Inglaterra, pós-graduada em Fisiologia Humana, adora música e atividade física. Faz de tudo para ter uma dieta saudável, mas não dispensa um delicioso brigadeiro. Ama cachorros, um dia ensolarado e um bom filme. Gosta de cuidar das plantas e cozinhar. Ama sua família e sempre está disposta a ouvir e ajudar as pessoas."Me encanto com o amor de Deus e vibro com cada experiência vivida ao lado de Cristo." - Danielle Luppi Colombari

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