No dia em que estupraram a minha alma

Arkab
Violence victim

Estava tão indefesa. Estagnada.Paralisada… Morta por dentro… Não havia como me mover

Gritei… Xinguei… Esperneei… Implorei a Deus… Mas ninguém me ouvia.

O membro dele já havia perfurado a minha alma…

Suas mãos imundas cobriam toda minha nuca. Seus dedos fétidos me arranhavam. Suas unhas pestilentas me cortavam. Sua perversidade sujava toda a minha pele… Por cada camada. Por cada canto.

Eu gritei … Xinguei … Esperneei … Implorei por ajuda… Mas ninguém me ouvia

Meus gritos já não faziam mais barulho. Parecia ser tarde demais. Toda a imundície dele já estava dentro de mim, me senti podre… Pobre

E mesmo após o sol esconder-se por detrás das nuvens se negando a assistir tudo aquilo. Eu continuava parada. Estagnada. Paralisada, morta por dentro… Tentando entender;

O porquê da culpa ser sempre do meu short curto?

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Arkab
Apaixonado pela poesia feminina. Acredito fielmente que o amor seja o infinito que resolveu morar no detalhe das palavras. Muito prazer, eu me chamo Pedro Ficarelli, e escrevo com o único intuito de pôr palavras onde a tua dor se faz insuportável.