Ninguém se apaixona pela pessoa errada! Apenas se encanta por ilusões!

Resiliência Humana

Ninguém se apaixona pela pessoa errada, a verdade é que inventamos expectativas e ilusões maravilhosas com relação a quem estamos envolvidos.

Por Simone Guerra

Essa coisa de amor à primeira vista, não sei, não entendo. Isto nunca aconteceu comigo, talvez por acreditar que amor não é encantamento, mas sim, vivência.

Desconfio de coisas fantásticas demais.

Perdi a ilusão com os contos de fadas, quando descobri que tapete mágico servia apenas para deslizar, que castelo era solitário demais e que príncipe não passava de um homem normal qualquer.

Percebi que tudo que li nos romances ou assisti na TV, apenas foram inventadas para nos fazer sonhar e aliviar algumas rotinas.

Desilusão não faz ninguém amargo, é você que permite se envenenar.

Desilusão serve para amadurecermos e crescermos também.

Até as negatividades da vida são lições para melhorar o nosso eu.

Inventamos, criamos e vivemos nossos dias. Todo mundo cria expectativas em relação às pessoas e à vida.

Nem sempre somos pés no chão como deveríamos, porque criamos ilusões e investimos nessas falsas realidades.

Quando estamos apaixonados ou encantados por alguém, vemos beleza onde não tem, vemos humor em piadas sem graça e qualidades demais onde não existe, porque os sentimentos têm essas cegueiras estranhas.

Às vezes, levamos muito tempo para perceber que aquele amor não passa de um gostar intenso, que aquele paquera não passa de mais uma bobagem, que aquela pessoa que você apostou até o último centavo, não passa é isso tudo.

Criamos tantas expectativas em relação a alguém, que até inventamos para nós mesmas que é bom.

Acreditamos em tantas ilusões perdidas, e não temos o controle disso, muitas vezes.

Ainda não foi inventado um botão para deletar ilusões que inventamos e que servem apenas para nos trapacear, infelizmente.

Apaixonamos algumas vezes, talvez milhares de vezes, e cada ilusão é diferente, porque nossas perspectivas mudam de pessoa para pessoa.

Inventamos um gostar íntimo para cada pessoa que passa em nossa vida e inventamos ilusões diferentes para cada um.

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