Ninguém respeita quem não se respeita!

Iara Fonseca

Quando chegamos no estágio de mendigar atenção e pedir por favor para alguém nos estender a mão, é hora de começar a se respeitar, porque ninguém respeita quem não se respeita.

Quem não se respeita nunca será respeitado! Porque quem se humilha, nessa vida mundana, não será exaltado, quem se humilha, só será mais humilhado.

Mesmo que aos olhos de Deus, o negócio mude de figura, esse ato de se humilhar, não deve ser algo depreciativo e fragilizado, pelo contrário, deve ser algo bondoso e firme. Ou seja, me humilho, me curvo, mas não me omito, não me desmoralizo, não me machuco. Apenas aceito a incapacidade do outro de me oferecer o que ele ainda não possui condições de oferecer. Isso sim é se respeitar. Deixar o outro agir como bem entender, e não se fragilizar por isso.

O estereótipo do bonzinho é sempre o mesmo!

Aquele cara ou aquela moça que sempre está disponível, que é prestativo, solicito, pró ativo, mas é sempre taxado de chato, excluído dos backstages e dos sociais animados da nata elitizada!

Ignoram sempre o bonzinho porque ele não é muito ligado nessas coisas, não é interesseiro, não gosta de conversa torta, mas escuta e abstrai, não quer passar a perna em ninguém, e nem consegue, e ainda tem uma ingenuidade que quase ninguém consegue entender!

Ao mesmo tempo, a sua pureza é tão brilhante, que acaba sendo feito de bobo, ou tendo seu coração partido por muita gente!

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Bom seria se existissem mais bonzinhos do que espertos nesse mundo!

Que os bonzinhos se juntassem “todos” e se protegessem dos espertos! Que em minoria, precisariam pedir arrego!

Que bom seria!

Se eu pudesse mudar algumas coisas, eu pediria para que os bonzinhos se respeitassem mais, se amassem mais, acreditassem mais em si mesmos!

Se eles conseguissem, seria bom!

Como seria!

E eu me pergunto: como um bonzinho conseguiria aprender a se respeitar?

O bonzinho geralmente possui um problema de autoestima, se sente desvalorizado, desrespeitado, porque não se valoriza e nem se respeita, inconscientemente, acredita que não merece receber mais, e isso é bem triste, eles mesmos sabem disso, e não conseguem mudar!

Mas existem exceções, … existem bonzinhos que permanecem bons, mas são firmes em suas ações e verdadeiros em suas palavras!

Esses são os bonzinhos autênticos!

Eles externalizam o que sentem! De maneira gentil e sensível! Emotivos, quando falam dos seus sentimentos, as vezes, choram.

E talvez, por isso, não são levados muito a serio!

Seria incrível se, chorar, fosse sinônimo de força!

Porque quando choro elimino minhas impurezas, minhas inseguranças, minhas sombras escondidas, e quem não chora, não as eliminam tão facilmente.

As minhas lágrimas cicatrizam o meu coração, são elas que me fazem mais forte a cada dia, são elas que me lembram os pontos que precisam ser melhorados em mim e no mundo!

Se eu não choro, finjo, se eu finjo, minto pra mim mesma, e não me respeito, e não respeitarei ninguém também porque não sentirei compaixão.

Não ligarei, pouco me importarei!

Ruim não é?

Sim, é ruim não sentir!

Precisamos aprender a manter o equilíbrio entre na bondade, sem precisar ser bonzinho para ser bom de verdade. Colocar limites, exigir direitos, e se colocar firme na vida, ao contrario do que muitos pensam, não é coisa de gente esperta, é coisa de gente que se respeita. E para isso, também exige bondade, porque se colocar de maneira agressiva afasta mais, não ajuda, não ajuda mesmo, escutem o que eu digo!

Aos poucos as pessoas começam a respeitar as nossas atitudes firmes, as nossas ideias construtivas, o nosso coração bondoso, basta que foquemos no objetivo e não no objeto!

Devemos constantemente manter o equilíbrio, porém, nunca devemos deixar aquilo que nos afeta de lado, porque quando as lágrimas congelarem, elas congelarão também o nosso coração!

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!