‘Ninguém pode ser maduro e equilibrado se não administrar sua solidão’, Leandro Karnal.
A importância de aprender a lidar com a solidão, muitas vezes, é negligenciada e leva muitas pessoas a desenvolverem fortes crises emocionais. Por isso, é fundamental entender como podemos viver felizes com a nossa própria companhia. Em entrevista à BBC News Brasil, o doutor em História Cultural pela USP, Leandro Karnal, comenta sobre a necessidade de políticas públicas voltadas para o tema, os laços constituídos pelo ódio e o problema da geração que mais vive a solidão, mesmo tendo horror dela.
Colocado o contexto do envelhecimento como uma das mais severas épocas de solidão e que, segundo dados do IBGE a tendência é que, em 2031, o número de idosos supere o de crianças e adolescentes, Karnal explica que o envelhecimento da população é um fato demográfico insuperável.
“Sabemos que existe uma possibilidade de aumento da solidão na terceira idade por motivos variados, inclusive pela dificuldade de estabelecer novos laços significativos e até por questões neuroquímicas. Porém, não é um destino: a sociabilidade pode ser explorada, e jovens também podem sentir solidão aguda. Aprender a envelhecer com interesses novos é um exercício desafiador”.
Perguntado se as redes sociais pioram a questão da solidão, Karnal respondeu que “elas criam um opiáceo, um analgésico importante, pois oferecem alguma ideia de companhia sem dar, de fato, o gosto orgânico de uma amizade ou de um afeto sólido”.
No entanto, a ideia de se estar acompanhado sem de fato estar, é um problema.
“Elas atenuam uma luta genuína contra a solidão e permitem que o solitário viva em um mundo paralelo e falso”, respondeu.
De acordo com Leandro Karnal, a solidão piora em grandes cidades.
“Multiplicam-se o número e o afastamento entre as pessoas”, disse ele. “As pessoas se importam menos com os outros nas grandes cidades”, concluiu.
No entanto, ele coloca uma importante visão a respeito do aprendizado que pode ser obtido com a solidão. Karnal ensina o que pode ser aprendido em momentos solitários:
“Podemos aprender sobre quem somos, quais nossas percepções longe dos holofotes, quais nossos medos e os espelhos da nossa vida interior. Estar sozinho em alguns momentos é fundamental”, enfatiza.
Para ele, a única forma de se saber que é, é aprendendo a conviver com a solidão.
“Ninguém pode ficar maduro e equilibrado se não administrar sua solidão, ou seja, se não administrar a capacidade de saber quem é”.
Você lida bem com a solidão ou tem medo de ficar sozinha(o)?
*DA REDAÇÃO RH. Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS
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