Ninguém muda ninguém. “Pau que nasce torto, morre torto”.

Idelma da Costa
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Ninguém muda ninguém. “Pau que nasce torto, morre torto”. Família é o bem mais precioso do mundo, mas não significa que é tudo mil maravilhas e perfeita.

Não significa que a convivência no lar entre entes queridos é sempre harmoniosa e perfeita. E muito menos que não haverá divergências. Tudo na vida é relativo. Nada é absoluto. Toda regra tem exceção.

Existem as fases boas e as fases ruins, como tudo na vida.

A família é composta por pessoas diferentes. O mesmo pai e a mesma mãe podem ter dez filhos, nenhum será igual ao outro, mesmo recebendo o mesmo tratamento.

É normal, pois somos indivíduos.

Nessa “teoria da relatividade familiar”, podemos citar infinitas formas de demonstração de amor.

Não significa que uma seja melhor que a outra.

Amor não se mede e nem se compara. Sente-se, sacia e pronto. É espontâneo e natural.

Não se explica, não se impõe, não tem regras e muito menos protocolos.

Há coisas que não se cobra.

Cada um tem sua própria natureza.

Não se exige uma forma rígida.

Não há um padrão a ser seguido, apesar de todas as famílias serem “iguais”.

Não existe perfeição em família. O que deve prevalecer diante das peculiaridades de cada membro é o respeito e isto basta.

Cada um sabe dos seus limites e mais ninguém.

Cobranças e imposições em demasia levam a uma guerra e a uma competição sem fim com desgastes desnecessários.

Violência gera violência. E por aí vai.

Muita calma é necessária, principalmente nos momentos difíceis onde os ânimos encontram-se acirrados.

Muitas vezes é difícil controlar, pois quando não se está bem, tudo fica ruim e para piorar, acaba piorando ainda mais.

Não há que se cobrar uma perfeição que não existe.

Todos cometem erros e acertos. Faz parte.

Tem coisas que não tem como impôr.

Ninguém muda ninguém. “Pau que nasce torto, morre torto”.

Não nascemos prontos. Somos seres humanos em construção, movidos e transformados pela troca de conhecimento, experiência e vivência.

É necessário muito diálogo para se chegar a um denominador comum.

Monólogos não existem. É surreal achar que existe apenas um ponto de vista.

É conversando que se entende e geralmente o mais justo é seguir a vontade da maioria.

Em família não há vencidos e vencedores, não há 100% de certeza num mundo de incertezas.

O que importa é ajustar os ponteiros na tentativa de acertar, prevalecendo o que a maioria entende ser o melhor.

Só isso.

Não se obriga! Ninguém é igual a ninguém. Cada um é livre para pensar e agir como quiser.

Deus nos deu o livre arbítrio e seria inócuo cobrarmos um determinado padrão de comportamento e pensamento de alguém. Só causará sofrimento para ambos os lados.

Somos livres.

A ausência de beijos, abraços, de dizer eu te amo, de diálogo, de presença e presentes não significam nada, se tem o bem-querer e o respeito no dia-a-dia nas pequenas coisas e nos pequenos gestos.

Carinho e consideração podem ser demonstrados com um sorriso, um bom dia, uma visita rápida em virtude da correria cotidiana, uma mensagem, um emoji, um pequeno mimo, um telefonema, uma chamada vídeo, o mandar um abraço, o fazer as refeições juntos, o desejar tudo de bom, uma mesa posta com carinho, uma comidinha feita na hora, o levar ao médico ou para um passeio de carro, bem como para uma viagem, o arcar com o sustento não deixando nada faltar, o cuidar, o acolher…

Pode vir também despido de qualquer uma dessas formas acima com o distanciamento em virtude de n. motivos e mesmo assim, mantendo-se intacta a conexão.

Independentemente disso ou daquilo, não deixará de ser uma família.

Família! Um lar não é como uma casa construída apenas por tijolos. É necessário algo a mais e principalmente uma base sólida para se sustentar com valores, princípios e uma boa dose de educação.

Perdoar, não julgar e não cobrar o impossível é imprescindível.

Errar faz parte e servirá de aprendizado e amadurecimento.

O que não pode é persistir nos mesmos erros, sob pena do afastamento ser a melhor solução para conseguir seguir em frente para as águas se acalmarem e darem um tempo para a cicatrização das feridas da alma.

Pode haver muita complexidade escondida por trás dos conflitos onde se acumulam várias pequenas situações deixadas de lado, até o transbordar da última gota, que pode colocar tudo a perder, fazendo necessário um suporte de profissionais especializados em convivência familiar.

O exemplo não pode faltar.

A família pode passar por várias terremotos, furacões e mesmo assim permanecer firme sem abalar a estrutura.

É necessário um exercício constante de ajuda mútua e colaboração, mas sempre levando em consideração os limites de cada um. E é conversando que a gente se entende.

Uma pedra preciosa precisa de lapidação para ser transformada num diamante e para ter o seu devido valor.

Essa pedra se chama: Família!

*Foto de Gus Moretta no Unsplash

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Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.