Ninguém jamais estará pronto para enfrentar a morte de alguém que ama.

Você pode ter muito conhecimento, pode ser forte e entender que a morte é apenas uma passagem para outra vida, mas quando alguém que você ama começa a dar sinais de que vai partir, a dor que você sente te torna igual a qualquer outro ser humano que já vivenciou o luto.

No livro East of Eden, de John Steinbeck existe uma mensagem que me impactou e que me fez questionar a minha vida toda e a minha forma de relacionar com as pessoas que eu amo, John escreveu: “Eu me pergunto quantas pessoas olhei durante toda a minha vida e nunca vi de verdade”. Essa frase bateu forte em mim, na correria com que vivo os dias, na forma, muitas vezes, superficial como olho para as pessoas com quem convivo, muitas delas, há muitos anos.

Quando a morte chega muito perto, essa frase fica ainda mais viva dentro de mim, porque olho para aquele que está prestes a partir desse mundo e me pergunto se alguma vez já o vi de verdade.

Essa sensação é mais dolorosa do que a certeza de não poder mais ver aquele que amo, porque traz muitos arrependimentos, como o de ter priorizado coisas que me pareciam urgentes, em vez de reconhecer e amar aquela pessoa que sempre foi a minha maior verdade.

Muitos falam que quando perdemos quem amamos, morremos um pouco, mesmo com o nosso coração batendo muito forte no peito, nos lembrando, a todo momento, que ainda estamos vivos.

O luto é aquele lugar ruim dentro de nós. Se pudéssemos trocar de corpo com alguém, o faríamos. Só para nos livrar por alguns instantes, da dor que não para de trazer à memória dos dias mais felizes que passamos juntos.

Sentimos falta até do que nos tirava o sono, daquilo que nos deixava irritado e das brigas que travamos. A ideia de que não chegará mais aquela mensagem, de que não haverá mais uma ligação, de que não teremos como dar aquele abraço, é perigosa porque nos leva a questionar: qual o sentido disso tudo?

Se você me perguntar como superar o luto, eu vou responder que cada um tem seu tempo, mas que nesse tempo de acolhimento, só o que nos salva da morte em vida é a vontade genuina de olhar para aqueles que ainda estão aqui com verdade e deixar um legado de amor aqui e agora, para que aqueles que amamos e que já partiram, possam se orgulhar de onde estiverem, vendo do outro lado, o que decidimos fazer aqui, com toda vida que ainda temos.

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*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, palestrante, terapeuta, empreendedor e facilitador do Método Resiliência Sistêmica. Foto de behnam jaafarianpoor na Unsplash VOCÊ JÁ VISITOU O INSTAGRAM E O FACEBOOK DO RESILIÊNCIA HUMANA?

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Robson Hamuche é Terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, compõe a equipe de terapeutas do Instituto Tadashi Kadomoto (ITK). É também idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana, grupo de mídia dedicado ao desenvolvimento humano, que reúne informação de qualidade acerca de todo o universo do desenvolvimento pessoal, usando uma linguagem leve e acessível.