Ninguém é forte sempre. O que nos torna resilientes é a capacidade de nos reorganizar quantas vezes forem necessárias.

Soraya Rodrigues

Ninguém é forte sempre. O que nos torna resilientes é a capacidade de nos reorganizar quantas vezes forem necessárias.

A organização interna é um movimento diretamente relacionado com o autoconhecimento e a renovação.

É muito importante nos permitir este processo para transformar fatores externos que porventura nos incomodam ou nos desalentam.

A renovação é uma necessidade vital, existencial. Sendo assim, para que de fato exista a busca de novos horizontes, torna-se necessário uma reestruturação interna através do autoconhecimento.

O movimento de renovo, de transformação, de reorganização sempre deve partir de uma disposição interior; caso ocorra o contrário, sempre será uma dinâmica rasa, fútil, pouco frutífera, enganosa e conseqüentemente frustrante.

Por este motivo, a importância de sermos conscientes e resilientes.

Ninguém é forte sempre. O que nos torna resilientes não é a possibilidade de desorganização, mas sim a capacidade de nos reorganizar quantas vezes forem necessárias.

Para a resolução de qualquer desafio existencial e para a construção de novos alicerces fundamentais é imprescindível detectar, se conscientizar e aceitar que algo precisa ser modificado.

Partindo do movimento de expansão da consciência com o propósito para a mudança, será possível construir estratégias para os resultados que desejamos.

Sim, é necessário alimentarmos a esperança em dias melhores, buscando novos horizontes, trilhando novos caminhos por nós já tão conhecidos mas ressignificados, desvencilhando-nos do sentimento de vitimismo.

A autopiedade anula o otimismo na vida, pois ofusca os benefícios que temos ao nosso dispor.

A armadilha deste sentimento é que você percebe como mais importante e determinante na sua vida os aspectos “negativos” e as “faltas”, o que nos levam a um estado de desesperança, tristeza, falta de fé em si mesmo e na vida.

Todavia, existe uma diferença entre alimentar a esperança em uma vida nova e nutrir expectativas que dependem de outrem. Pode acontecer de esperarmos demais dos outros e pouco contribuirmos nesta economia relacional.

Vale à pena salientar que quem nutre expectativas deve estar disposto a se responsabilizar por possíveis frustrações.

A pior mentira é aquela que você conta para si mesmo; a pior das ilusões é aquela alicerçada em bases inexistentes.

Sendo assim, vez ou outra precisamos “aparar as arestas” com a vida, separar o joio do trigo, selecionar o que é vivo e presente daquilo que só ocupa espaço. Precisamos aprender a trilhar novos horizontes.

Geralmente nos lamentamos que nada muda, que as pessoas são as mesmas, que as circunstâncias não se renovam. Mas até que ponto estamos dispostos a mudar?

Você está presentificando, renovando a sua vida? Enquanto você está ancorado no passado ou idealizando um futuro, o presente está acontecendo.

O passado não poderá ser modificado e preocupar-se não resolverá os seus problemas, mas sim uma ação assertiva, diretiva e inteligente diante das situações através do treino de habilidades e desempenho sociais e relacionais, mas principalmente da capacidade de conexão consigo mesmo.

A esperança de uma vida renovada necessita de uma decisão forte, contínua, firmando novos condicionamentos presentificados e diários, dentre eles o principal a responsabilidade consigo mesmo.

Ninguém poderá promover mudanças estruturantes em nossas vidas sem nossa permissão; ninguém tem este poder. Nenhuma pessoa poderá fazer uma dieta em nosso lugar, deixar de fumar ou beber por nós.

Mudanças pessoais nunca poderão ser terceirizadas. Poderemos ter o melhor cardiologista do mundo, mas se não seguirmos suas instruções ou tomarmos a medicação corretamente, este profissional não nos será útil. O outro poderá sim nos auxiliar, mas todo movimento verdadeiro é sempre de dentro para fora.

Muitas vezes cansamos de ser os mesmos, de buscar as mesmas ilusões. Talvez a melhor escolha seja esquadrinhar novos horizontes, enveredar por novos caminhos, ampliar a consciência, despertarmos para a metanóia da vida.

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Soraya Rodrigues
https://www.facebook.com/FechamentodeCicloeRenascimento/?fref=ts Soraya Rodrigues de Aragão é psicóloga, psicotraumatologista, escritora e palestrante. Realizou seus estudos acadêmicos na Unifor e Universidade de Roma. Equivalência do curso de Psicologia na Itália resultando em Mestrado. Especializou-se em Psicotraumatologia pela A.R.P. de Milão. Especializanda em Medicina Psicossomática e Psicologia da Saúde - Universidad San Jorge (Madri) e Sociedad Española de Medicina Psicosomática y Psicoterapia. Sócia da Sociedade Italiana de Neuropsicofarmacologia e membro da Sociedade Italiana de Neuropsicologia. Autora do livro Fechamento de Ciclo e Renascimento: este é o momento de renovar a sua vida. Edições Vieira da Silva, Lisboa, 2016; e do Livro Digital: "Transtorno do Pânico: Sintomatologia, Diagnóstico, Tratamento, Prevenção e Psicoeducação. É autora do projeto «Consultoria Estratégica em Avaliação Emocional»