Nenhuma mulher merece ser traída.

Luciano Cazz

A opressão masculina sobre as mulheres vem diminuindo e caminha sempre em direção a uma equiparidade justa. A mulher vai conquistando espaço em todos os setores e tendo voz contra qualquer tipo de violência enquanto o homem está mais sensível e ganha espaço dentro de casa.

Porém, a maioria dos homens ainda atribui a si mesmo, certa qualidade ao trair. Como se fosse um feito positivo quando, na verdade, é uma falha de caráter. Até porque suas explicações ignoram que somos seres racionais.

1. É o instinto masculino.

Cientificamente, é da natureza masculina de todos os animais procriarem com a intenção de preservação da espécie. O instinto masculino diz que quanto mais filhos ele tiver, maior será a garantia da continuidade da humanidade sobre a face da Terra. E isso está no DNA, não tem como mudar. Mas também é inerente ao homem a racionalidade, que já teve milhões de anos para evoluir.

2. É biológico.

Dizem que, fisicamente, o homem tem maior necessidade do que a mulher. Um dia já é suficiente para que seu material reprodutivo seja recomposto, e ele logo precisará eliminá-lo por uma questão de saúde mesmo. Caso contrário sentirá dores e poderá comprometer, a longo prazo, sua próstata. Mas isso, também certamente, não justificaria nenhuma traição.

3. É moralmente aceito.

Se trai, um homem é um garanhão, já a mulher é negativamente adjetivada, caso pule a cerca. De uma certa forma, até faz algum sentido anatomicamente. O homem quando trai, entra na “casa” da mulher. E quando vamos a uma festa nos preocupamos apenas em curtir, não importa muito de quem é a casa. Agora, já a mulher para trair tem que receber o homem, e, nesse caso, todos nós quando damos uma festa queremos saber qual o tipo de pessoa que vem nos visitar, concorda? Nós não abrimos nossas portas para qualquer um. E se a mulher faz isso sem cuidado, ela ainda conta com o risco de uma gravidez indesejada e solitária, além da possibilidade de pegar milhares de doenças, já que sua anatomia é interna, o que facilita o contágio de vírus e a reprodução de bactérias devido ao ambiente escuro e úmido. Mas esse instinto de autopreservação da mulher, que no homem é menor, não dá o direito a eles de trair.

4. Todo homem trai.

Parece que até as mulheres acreditam que a traição é uma característica genuinamente masculina. Mas não é! É só uma máxima repetida várias vezes ao longo dos anos que se tornou verdade. Pergunte ao Rodrigo Hilbert se ele trai a Fernanda Lima. Não. Quando ela está trabalhando ele fica tomando conta da casa e dos filhos. Ocupa seu tempo com a família construindo play grounds, cozinhando, contando histórias, etc.

Portanto, se de um lado há o instinto dizendo para que o homem reproduza incessantemente e a cultura o rotulando como garanhão, do outro lado existe a consciência gritando que sua mulher e família têm sentimentos, e uma traição, além de feri-los, pode arruinar a vida de todos.

A traição não é inerente ao homem. Não que os instintos não existam, mas para o homem, que é um ser racional, trair é uma escolha. E sempre será porque ele não é um animal qualquer que perde para o instinto reprodutivo. E essa racionalidade é mais forte do que o desejo, uma vez que, ao trair, o homem não está perdendo para a vontade e, sim, para o caráter.

Os homens podem até não conseguir escolher ser fiéis, entretanto, as mulheres têm um trunfo em suas mãos para acabar com a infidelidade masculina. O segredo é: unam-se mulheres! Não se envolvam, seja de que forma, com nenhum homem comprometido.

Se nenhuma mulher ficar com homens comprometidos, nenhuma mulher será traída! Vocês são muito mais fortes do que imaginam! Valorizem-se!

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Luciano Cazz
"Luciano Cazz é publicitário, ator, roteirista e autor do livro A Tempestade depois do Arco-íris."

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