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Natal em tempos de Covid 19: Você ainda tem fé na humanidade?

Natal em tempos de Covid 19: Você ainda tem fé na humanidade?

Num momento em que a “atmosfera” negativa proporciona uma disfunção emocional devastadora atingindo profundamente os nossos mensageiros químicos, que controlam todas as nossas funções físicas e psicológicas, e nos leva a “quase” perder totalmente a esperança de que dias melhores virão, não há outra alternativa, a não ser, buscar a todo momento, formas e maneiras de desenvolver o equilíbrio emocional antes que seja tarde demais.

Quem perde a esperança, perde o próprio poder, e entrega a sua vida a própria sorte.

O positivismo não é uma ferramenta que mereça ser descartada nesse momento, pelo contrário, pois ele tem o poder motivador que precisamos, ele nos inspira ao movimento, nos impulsiona a agir de maneira positiva no sentido de trazer à consciência, soluções que beneficiarão toda a humanidade.

Quando nos mantemos positivos e cultivamos a esperança, encontramos um ponto de equilíbrio que nos coloca em contato com grandes ideias que podem melhorar o mundo, salvar uma vida, ou a nossa própria realidade.

Minha contribuição para toda a nossa sociedade, a prezar pela saúde mental de todos, é apontar o necessário para que isso ocorra:

Desenvolver a inteligência emocional – não há melhor remédio.

O uso da região pré-frontal do cérebro é essencial para tomada de decisões e no domínio para a positividade. Também para o domínio das demais regiões cerebrais incluindo o sistema límbico onde se situa a amígdala, vigilante das nossas emoções e responsável por nossos instintos.

Ela nos assegura a atenção para a vida, mas também não entende qual é o tipo de perigo e, quando a ameaça é constante, como a atmosfera negativa que vivemos por exemplo, ela aciona a ansiedade que nos cobra soluções.

Quando não a encontramos damos início à desordem. Desenvolver a inteligência emocional é justamente conseguir dissolver a emoção antes que ela te domine negativamente.

Como desenvolver a inteligência emocional:

1 – Você deve buscar o lado positivo em tudo, mesmo em situações negativas, por exemplo: a doença trouxe problemas, mas aproximou famílias, fez repensarmos em nossas vidas, valores, entre outros. Para quem sofreu o luto, toda dor pode ser amenizada com o tempo e com pensamentos positivos que alimentem a saudade e não o sentimento de perda.

2 – Experimente visitar hábitos positivos vividos em um passado distante, na infância por exemplo: desde alimentos até comportamentos, brincadeiras, esportes, jogos, amigos que te fizeram bem e que nunca mais você teve notícias, passeios simples junto à natureza, caminhadas, e o que mais você lembrar e que te traga conforto e alegria.

Desligar por algumas horas o celular e se entregar a esses hábitos positivos trará a tona o que está determinado em nosso código genético traçado por milhares de anos, e que a correria do dia a dia não nos deixa perceber.

Nosso organismo pede e sente falta desses hábitos.

3 – Autoconhecimento e meditação. Ao meditar com disciplina, e consistência, refletir e desenvolver uma maior consciência sobre si mesmo, você conquista continuamente, mais autocontrole e mais capacidade de concentração que contribui para o domínio da região racional do cérebro.

4 – Plasticidade cerebral, mediante a leitura, mudança de hábitos comuns, reforço das sinapses neuronais. Para isso é necessário fazer algumas pequenas modificações na rotina, como escrever reflexões, insights, objetivos e fazer listas; escovar os dentes com a outra mão que não é a de costume; mudar os lados dos talheres, etc. Isso obrigada regiões do cérebro a uma nova aprendizagem e reforça as sinapses melhorando assim a capacidade racional do cérebro, fator que promove a inteligência emocional.

5 – O estímulo é a chave para a mudança e a consciência é a busca desta chave.. Por tanto, a esperança não pode ser deixada de lado, independente da situação e talvez até por conta da difícil circunstancia, devemos nos manter esperançosos, positivos, e acreditando que dias melhores virão.

Nos falta saber que a esperança só sobrevive nos corações daqueles que buscam ser melhores a cada dia, não melhores que os outros, mas melhores que a si mesmos, pois um mundo melhor é construído pelas mãos de seres humanos melhores, que possuem fé na humanidade, e sobretudo amor pela vida.

Ame a sua vida e se proteja, ter medo é natural, mas não se deixe dominar por ele, se você seguir as recomendações sanitárias mundiais não precisará se preocupar, seja responsável!

Faça a sua parte, confie e tenha esperança!

Agindo assim, você terá muitos anos pela frente para desfrutar com os seus amigos e familiares, mas se escolher agir displicentemente, se perder a esperança, poderá contribuir para que tudo continue do jeito que está por mais tempo.

A escolha é sua!

Foto de Filip Bunkens no Unsplash

*texto de Fabiano de Abreu – Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de l’Homme de Paris; Doutor e Mestre em Ciências da Saúde na área de Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University;Mestre em psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio,Unesco; Pós-Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal;Três Pós-Graduações em neurociência,cognitiva, infantil, aprendizagem pela Faveni; Especialização em propriedade elétrica dos Neurônios em Harvard;Especialista em Nutrição Clínica pela TrainingHouse de Portugal.Neurocientista, Neuropsicólogo,Psicólogo,Psicanalista, Jornalista e Filósofo integrante da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS – Federation of European Neuroscience Societies-PT30079.
E-mail: deabreu.fabiano@gmail.com

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Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.

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