“Não ser mãe não faz de mim uma mulher incompleta”, diz Ana Paula Padrão.

É triste perceber o julgamento nas falas e nos olhares das pessoas, quando uma mulher decide não ter filhos. É como se essa mulher não tivesse o direito a escolha, como se escolher não ter filhos, fosse uma escolha errada.

A mulher que decide não ser mãe acaba carregando um peso social, muitas vezes, desumano.

Quantas mulheres sãe sentem precionadas a formarem uma família oe terem filhos? E se não o fazem, acabam recebendo críticas, simplesmente, por que decidiram não seguir os termos estabelecidos por uma sociedade que exige demais das mulheres.

É comum uma mulher que não tem filhos escutar: Quando você vai engravidar? Você não se sente sozinha? Você não acha que vai se arrepender no futuro?

Para a apresentadora e jornalista Ana Paula Padrão, aos 55 anos, essas “insinuações” não a afetam mais. Segundo ela, por alguns anos, ela se questionou sobre o assunto e tentou ter filhos, mas depois de algumas tentativas frustradas, ela decidiu não ligar para os julgamentos porque percebeu que ter filhos não era um desejo verdadeiramente seu, mas sim, uma cobrança social.

Os piores momentos são os dias comemorativos como dia das crianças e dia das mães. Nessas datas, o julgamento parece ficar mais criel. Por isso, Ana Paula Padrão resolveu romper o silêncio, e falou abertamente sobre o assunto.

Em um desabafo honesto a apresentadora do Masterchef disse:

“A vida sem filhos não é vazia. Nunca se permita ser julgada pelos caminhos que decidiu trilhar, ainda que eles desafiem o senso comum”, escreveu a jornalista nas redes sociais.

A declaração foi feita no dia das crianças e a sua fala reflete o sentimento de muitas mulheres. Na ocasião, ela escreveu:

“Hoje é dia das crianças e não há crianças em casa. Eu não tive filhos. E, acredite em mim, a vida sem filhos não é uma vida vazia. Até pensei em engravidar tempos atrás, quando a idade soou o alerta agora ou nunca! Algumas tentativas fracassadas me fizeram, no entanto, compreender que eu estava inventando uma frustração que não existia antes. Eu não fui uma adolescente que sempre sonhou com uma casa repleta de filhos. No início da fase adulta também não pensei muito sobre o assunto. Diziam: uma hora o desejo chega! Não chegou”, explicou ela.

Ana Paula disse que quando desistiu de ser mãe, foi um alívio, porque ela finalmente conseguiu aceitar que era perfeitamente feliz sem filhos e, que estava apenas tentando cumprir um papel social esperado pela mulher.

“No entanto, o contexto de uma relação estável e o prazo final estabelecido pela natureza me fizeram tentar. Quando desisti da história, foi até com sensação de alívio. Os tratamentos são intensos, provocam variações hormonais bastante severas e ainda passei pela dor profunda de perder uma gravidez na décima semana. Além dessa questão física, o mais importante é que minha cabeça não estava convencida: será que quero mesmo ser mãe ou estou sendo levada a cumprir o papel social esperado de uma mulher? Hoje penso que talvez meu corpo tenha entendido esse conflito antes da minha consciência. Tenho uma vida perfeitamente feliz sem filhos”, refletiu.

A apresentadora ainda afirmou que não estava tentando convencer outras mulheres a não serem mães, ela só estava defendendo a liberdade de não ser.

“Não estou aqui defendendo que mulheres não tenham filhos se assim desejarem. Estou aqui mostrando que o fato de não ser mãe não faz de mim uma mulher incompleta nem uma pessoa triste. Ao contrário. Ter tido a possibilidade de viver minhas escolhas me realiza porque elas combinam com quem eu sempre quis ser”, afirmou.

Qualquer que seja a escolha, que ela seja sua!

Ana Paula continuou alertando as mulheres para que nunca permitam ser julgadas pelas escolhas dos caminhos que decidiram trilhar:

“Falo pouco sobre esse tema porque pouco sou questionada sobre ele, mas sei que ainda há muitas mulheres vivendo as mesmas dúvidas que já tive e é para elas que me dirijo aqui. Questione-se mais de uma vez. Fui mãe de inúmeros projetos, ajudei a maternar muitas pessoas e nunca olhei pra trás com arrependimento. Então, qualquer que seja sua escolha, que seja sua! E que você nunca se permita ser julgada pelos caminhos que decidiu trilhar ainda que eles desafiem o senso comum”, concluiu.

Assista o vídeo que ela postou na época:

*DA REDAÇÃO RH. TEXTO DE IARA FONSECA

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