NÃO PODEMOS DESISTIR SEM AO MENOS TENTAR.

Idelma da Costa
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NA COMPLEXIDADE DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS O QUE NÃO SE PODE FAZER É DESISTIR SEM AO MENOS TENTAR DAR CERTO.

Fico pensando como uma boa comunicação faz falta em todas as relações. E que é a falta dela que muitas vezes, nos faz desistir de alguém que amamos.

Comunicar de forma sincera, sem falsas lisonjas ou fingimentos, pode ser de diversas formas, através de atitudes, de um olhar, de um sorriso, de um abraço, de um beijo, de um aperto de mãos, de um diálogo, de atenção, bem como estando ao lado sem falar uma palavra sequer. Mas mesmo assim, conectados por laços fortes de afetividade. Seja como for é imprescindível e faz bem à alma e ao coração. É capaz de suprir qualquer tipo de carência e sacia.

Não raro nos deparamos com pessoas que se queixam do quanto queriam que fosse diferente o relacionamento com alguém.

Relações entre vizinhos, entre parentes, entre pais e filhos, marido e mulher, chefe e subordinado, patrão e empregado, professores e alunos, amigos, conhecidos…

Independentemente de qualquer situação, status social ou idade, a ausência total de sensibilidade faz mal, fica desconfortável e na maioria da vezes levam ao adoecimento, traumas e conflitos com desgastes desnecessários para ambos os lados.

Podemos também citar o silêncio do desprezo, esse para a maioria é o pior, pois geralmente é a consequência de situações mal resolvidas entre pessoas que se entendiam muito bem ou que se gostavam muito.

Ninguém passa a odiar o outro sem antes ter sentido amor.

Não nos ofendemos por palavras vindas de estranhos e que não fazem parte de nossas vidas.

Saber falar e conversar é essencial, bem como ouvir e aceitar as limitações.

Todos nós somos limitados pelas imperfeições inerentes ao ser humano e educação nunca é demais.

Não raro, relações cheias de momentos bons e felizes são estremecidas por apenas uma circunstância alheia à vontade, que coloca tudo a perder.

Perdoar onde a mágoa foi a única coisa que restou se torna a coisa mais difícil do mundo e só o tempo será capaz de curar todas as feridas e mesmo assim deixará marcas, cicatrizes que nunca desaparecerão.

Assumir um compromisso nem sempre é simples.

Não basta ser apenas pai, mãe, namorado(a), companheiro(a), professor, aluno, chefe, patrão, subordinado, empregado, amigos, tem que saber comunicar, compartilhar, interagir e participar.

O segredo está na sabedoria.

Tem que haver respeito e equilíbrio sempre.

Tudo que é demais extrapola e é prejudicial.

Não é à toa que pessoas muito amigas ou que se amam muito, se ofendem com facilidade com tão pouco, pois acham que outro tem a obrigações de adivinhar o que pensam e como se sentem, exigindo acima de tudo a perfeição que não existe e acabam se sentindo ofendidos, frustrados e decepcionamos ao ouvirem o que não lhes convêm.

Filhos adolescentes reclamam que em suas casas não há diálogo e que seus pais cobram tudo brigando.

Pais que reclamam que seus filhos não os ouvem e se mostram distantes.

Crianças que sentem falta do carinho dos pais.

Avós que sentem falta da visita dos netos.

Netos que se sentem desprezados pelos avós.

Pais que não visitam os filhos e vice-versa e/ou não conversam por vários motivos, levando ao afastamento.

Viúvas(os) de companheiros(as) vivas, que por falta de afinidades não tem o que conversarem e não fazem nada juntos a não ser procriar.

São tantas as situações em que uma boa comunicação mudaria tudo, se o ser humano não fosse tão complexo em sua individualidade.

Essa complexidade é que torna impossível impor regras em relações interpessoais.

Só mesmo vivendo, arriscando, acertando, errando e aprendendo com as diferenças.

Faz parte! Ninguém nasce pronto.

Somos seres humanos em construção.

É a vida.

O que não se pode é desistir! Desistir sem ao menos tentar dar certo. E se por acaso não dê certo, paciência. Consciência tranquila e vida que segue.

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Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.