Não adianta continuar subindo uma escada que está apoiada na parede errada.

Elen Lima

Não adianta continuar subindo uma escada que está apoiada na parede errada. Comparemos a escada com a vida, já que a vida exige de nós um constante caminhar. E a parede onde ela está acostada como o nosso apoio, ou aquilo que nos sustentará na subida.

É para a frente que se anda, já diz o ditado. Se a vida fosse uma escada, preferiríamos seguir apenas em uma direção: ao topo.

Mas devemos estar atentos em qual parede encostamos nossa escada, para não perder tempo subindo degraus de areia, que não sustentam nossos sonhos, nossas metas.

E por que optaríamos pela subida ao invés da descida? Afinal, descer é, inclusive, menos cansativo.

Pois bem. Nesse meu raciocínio parto do princípio de que a escada começa no nível em que estamos. Ela não desce para desbravar lugares novos.

Seu ponto de partida é conhecido… Um velho conhecido.

O desafio, a novidade, toda e qualquer possibilidade de mudança está acima do nosso patamar atual.

Mas como saber o que se encontra lá? Lá em cima, lá onde queremos chegar?

Não sabemos. Ninguém sabe de verdade. Isso é fato inquestionável.

Mesmo assim continuamos subindo, lutando para subir em uma trilha muitas vezes cansativa. Porém, seguimos cheios de esperança.

Esperança que nasce em nossos castelos, nosso mundo encantado que esperamos encontrar, em nossas recompensas. Aquilo que fará tudo valer a pena.

O caminho é bonito. Cada degrau subido revela uma nova paisagem, de um universo que fica cada vez mais amplo a medida que se sobe.

No entanto, ao continuar subindo é preciso estar atento a tudo que se vê.

A vida sempre oferece mais de uma possibilidade. E nessa escada da vida não é diferente.

Pode ser que cada degrau subido não ofereça mais a paisagem esperada. Pode ser que o caminho passe a oferecer uma série de frustrações. E aí, ele não é mais tão bonito.

A recompensa não compensa o esforço. Tudo começa a ficar feio e sem cor.

Isso vale para relacionamentos de todos os tipos. Pessoais, profissionais, acadêmicos, religiosos, amorosos, etc.

O amor não era bem amor. O profissional não tinha muita relação com o profissionalismo. O conhecimento não trazia respostas e a fé não era assim tão verdadeira.

Se assim for, é sinal que nossos castelos estão em ruínas. As esperanças sem forças. A tristeza chegou.

Será que o que almejamos não era bem isso?

Será que ainda somos os mesmos do início da jornada?

Será que essa jornada ainda vale a pena?

Aí está o nosso constante desafio. Reavaliar o destino também faz parte da rota de chegada.
Todo bom planejamento sempre estará sujeito a mudanças em seu percurso.

A felicidade, a realização, o prazer e a conquista não são atributos exclusivos da chegada.
Tudo isso faz parte e precisa sempre fazer parte do caminho. Da jornada que escolhemos para nós.

E a escada? Continuaremos subindo?

Sim, isso não muda. Nosso anseio é continuar em frente. Subindo e subindo a cada dia.

Precisamos apenas avaliar em qual parede apoiamos nossa escada.

A subida só não valerá a pena se a escada estiver apoiada na parede errada.

Há muitas paredes por aí. Compete a cada um de nós escolher a que nos levará ao que queremos de fato.

Se essa não for a sua condição atual, reveja. Sempre é tempo de mudar.

Qual é a sua “parede”?

É nela que sua escada deve estar?

Essa é uma resposta que possui condição semelhante a de qualquer senha…

Ela é pessoal e intransferível.

Foto: © iStock

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Elen Lima
Elen de nascimento, Maria por opção. Escritora, pensadora, sonhadora, gestora, coach e mãe. Escrever é colorir a realidade com as imagens que a alma captura a cada momento do existir. Tudo que é vivido, pensado ou sentido merece também ser escrito.