O milagre é fruto da fé e a fé começa onde a razão termina.

Elen Lima

Em um mundo onde a razão impera e a emoção é deixada de lado, encontrar a fé dentro de nós é uma vontade cada vez mais cobiçada, já que o milagre é fruto da fé e a fé começa onde a razão termina.

Na era da comprovação científica, como explicar que a fé começa onde a razão termina?

Não é possível comprovar sua essência ou mesmo sua presença por uma tese de mestrado ou através de experimentos científicos.

Ela simplesmente é o que é. Está onde está. Ela habita na grandiosidade dos pequenos detalhes do dia a dia, que nada mais são que os pequenos milagres do cotidiano.

Desde uma folha que cai de uma árvore, em sua frente, quando você caminha despretensiosamente pela calçada, do orvalho da manhã, de um beija-flor parando no ar, até a cura de uma doença, seja ela grave ou não.

E eles continuam acontecendo!

É preciso atenção para perceber que a fé contribui até para encontrar algo perdido e principalmente para reunir forças e recomeçar após um tombo da vida.

Ela também está na inexplicável sensação da presença de um ente querido que não habita mais nesse plano. Sensação essa, trazida pela memória, que nos faz reviver um momento através de um perfume que sentimos, de uma música que ouvimos, ou da simples lembrança de algo que essa pessoa gostava quando repetimos atos sem mesmo pensar a respeito.

Tudo isso é possível porque ela, a fé, nos conduz a um reencontro.

A fé é um combustível que serve para nos mover em tempos difíceis. E não somente em tempos difíceis. Serve também para celebrar a conquista daquilo que nasceu primeiro no desejo e só se tornou possível por conta dela que nos leva a agir.

Quando somos movidos pela fé, sentimos que nos conectamos com a nossa essência, com o que é natural em nós, com o divino, com o sagrado, com algo dentro de nós que nos permite acreditar nas infinitas possibilidades.

Em dias difíceis e tristes como os que vivemos recentemente, em que assistimos impotentes as catástrofes da natureza, que chora, a brutalidade com que vem sendo tratada, a fé também se faz presente.

Não há dúvidas que é preciso tê-la para continuar caminhando depois de perder tudo, perder todos os bens materiais, perder familiares e amigos, nas águas que levam tudo o está pela frente.

Se o milagre é movido pela fé, quando essas tragédias acontecem com pessoas de fé, de quem é a culpa?

A fé é um canal, é o único canal por onde o milagre poderá adentrar, mas não temos controle sobre isso. Nos utilizamos dela, porque ela nos dá firmeza para seguir em frente e para agir no sentido de reconstruir tudo que se perdeu. Ela nos impulsiona para um futuro e nos faz acreditar que ele será melhor. Ela que nos traz traz alento.

É preciso que pelo exercício da fé confiemos na providência divina, que aceitemos que será dado a cada um, o que é de direito, e que entendamos que ela é só o canal que Deus usa, não é o fim, mas o meio para se alcançar o objetivo de tudo. Entende agora porque o milagre acontece quando a razão está ausente?

Pois é, a fé é assim. Inexplicável.

Atualmente temos relatos de pesquisadores que afirmam que a fé é sim importante na superação de doenças e crises e recentemente alguns estudos reconheceram que a fé torna as pessoas mais felizes, ela se torna então, para muitos, essencial.

O estudo foi realizado pelo Office for National Statistics (ONS), uma espécie de IBGE dos britânicos, e apontou que o menor índice de felicidade foi registrado entre os que não têm religião, como os ateus, por exemplo.

Por isso, tenha fé, não desanime, segure firme naquilo que você acredita, ou acredite naquilo que você não vê, simplesmente sinta, mal não vai fazer.

Desejo que ela esteja presente no seu dia, no seu mês e na sua vida.

Que ela te leve a caminhar sempre em frente, em busca de dias melhores.

E te permita ver o melhor que existe e que está em cada dia, em cada mo-mento vivido, pois isso, também está presente no campo de visão dos que escolheram viver com fé.

E como bem disse Gilberto Gil: a fé não costuma falhar!

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Elen Lima
Elen de nascimento, Maria por opção. Escritora, pensadora, sonhadora, gestora, coach e mãe. Escrever é colorir a realidade com as imagens que a alma captura a cada momento do existir. Tudo que é vivido, pensado ou sentido merece também ser escrito.