“Mesmo que doa”, assim começa o título deste artigo. Por que? Porque eu sei que dói e dói pra caramba abrir mão de gente que a gente gosta porque elas nos fazem mal e chegamos à conclusão que é impossível viver ao lado delas!

É como se sua vida fosse um grande campo fértil todo plantado. Ele está lá, verde, promissor, várias pequenas árvores e, dentre elas, algumas que querem danificar nossa plantação, matar nosso potencial e sufocar nossos sonhos e desejos.

Diante de tais ervas, o que um agricultor faz? Vai lá e remove todas, arranca-as pela raiz para que não nasçam mais e nem prejudiquem sua plantação.

Sendo nossa vida um campo verdejante, plantado e fértil, é de se entender que essas ervas que crescem no meio de tudo são aquelas pessoas do nosso convívio que gostamos, na maioria das vezes amamos mesmo, mas que, de alguma forma nos faz um mal danado.

Com essas pessoas em nossas vidas, vamos levando. Vamos aceitando, ouvindo, absorvendo suas ideias sobre tudo e sobre o que somos, seus comentários pessimistas acerca de nossos sonhos e suas críticas que destroem devagar nossa autoestima…

E o pior: nos deixamos acreditar nelas!

Acreditamos que não somos boas, nem belas, nem inteligentes, nem importantes para alguém e muito menos capazes de realizar algo na vida.

Elas nos consomem dia após dia e definhamos bem devagar sem termos a menor noção de que estamos morrendo enquanto o outro sobrevive, imenso e poderoso sobre a plantinha frágil que nos tornamos.

Mal sabemos que somos agricultoras de nossos campos e que somos responsáveis por ele e pelo desenvolvimento dele!

Só que, tantas vezes, enfraquecemos e, por amarmos demais, nos deixamos arrastar à terra sem esperanças de sobreviver…

Porém, é chegada a hora de cuidarmos do nosso campo mental, da nossa saúde mental, da nossa alma verdejante que se definha pelas investidas daqueles que não nos desejam felizes!

Que desejam nos ver sucumbir, mesmo dizendo que o que sentem é amor e o que fazem, é por amor.

Vai doer, minha amiga, meu amigo! É claro que vai doer, eu não vou mentir. É como se arrancasse a pessoa de dentro de você como se ela estivesse entranhada em você com suas raízes fortes de anos sob seu domínio.

Vai sentir dor, toda mudança de comportamento gera incômodo e gera um sofrimento. Sofrimento ao qual será bruto naquele momento, mas que te livrará de todo mal de uma vida inteira e poderá viver como quer, da forma que deseja, correndo por seus campos verdes e saudáveis!

Moramos em um mundo onde as pessoas se sentem na necessidade de manipular, dominar, controlar outras pessoas. Num mundo onde o mal perdura, onde a inveja corrompe e o egoísmo é um eterno parceiro.

Sempre haverá em nossas vidas, dentro do nosso lar, ou em qualquer outro ambiente que frequentemos, pessoas que nos dirão coisas que não nos farão bem.

Pessoas que, com suas energias carregadas, nos deixarão vulneráveis e infelizes.

Pessoas que não desejam se modificar, serem melhores, encontrar a luz e que farão com que vivam na escuridão com elas…

Mas, escute, você pode escolher! Você poderá escolher entre viver na escuridão dos dias sombrios ao lado de pessoas que você ama mas, que te fazem mal ou viver fora dos limites delas, livre, mesmo que pareça sozinha a princípio, livre e leve como nunca antes!

Uma coisa eu aprendi na vida no decorrer desses anos: se você quer ser alguém nessa vida, se você quer ser feliz, quer realizar sonhos e vivê-los todos, você precisa arrancar de perto aqueles que não querem te acompanhar e que ao invés de te incentivarem, te puxam pra baixo a todo tempo.

Se você quer ir e se te puxam pra ficar, o que fazer a não ser se desvencilhar da mão que te segura?

Mesmo que doa, é necessário arrancar de nossas vidas as pessoas que nos fazem mal, mesmo que elas não nos queiram mal, diretamente.








Escritora, blogueira, amante da natureza, animais, boa música, pessoas e boas conversas. Foi morar no interior para vasculhar o seu próprio interior. Gosta de artes, da beleza que há em tudo e de palavras, assim como da forma que são usadas. Escreve por vocação, por amor e por prazer. Publicou de forma independente dois livros: “Do quê é feito o amor?” contos e crônicas e o mais espiritualizado “O Eterno que Há” descrevendo o quão próximos estão a dor e o amor. Atualmente possui um sebo e livraria na cidade onde escolheu viver por não aguentar ficar longe dos livros, assim como é colunista de assuntos comportamentais em prestigiados sites por não controlar sua paixão por escrever e por querer, de alguma forma, estar mais perto das pessoas e de seus dilemas pessoais. Em 2017 lançará seu terceiro livro “Apaixonada aos 40” que promete sacudir a vida das mulheres.