Poucos dias depois do resultado da eleição presidencial, uma nova previsão espiritual voltou a circular nas redes e em portais de notícias. O médium e espiritualista Robério de Ogum afirmou que, em sua leitura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não chegaria ao fim do próximo mandato, e citou o nome do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), como protagonista dessa história.
No domingo, 25 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral anunciou a reeleição de Lula, que recebeu 64.256.232 votos, ou 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos, ou 48,21%, de Flávio Bolsonaro (PL), segundo os dados divulgados pelo TSE. O novo mandato será o quarto de Lula na Presidência.
Foi depois do resultado que Robério de Ogum voltou a falar sobre o futuro político do país. Ele resgatou uma previsão que diz ter feito em 2025, de que Lula venceria a eleição de 2026, e a apresentou como ponto de partida para novas declarações.
De acordo com Robério, o plano espiritual lhe mostrou, no ano passado, a vitória de Lula, e que agora enxerga outro cenário: o presidente não terminaria o mandato. Ele fez questão de esclarecer a interpretação, dizendo que a saída não ocorreria por morte nem por impeachment, e sim por um afastamento por motivo de saúde.
Segundo essa leitura, Lula governaria por um período de estabilidade, em que conseguiria dar continuidade a projetos, antes de um possível afastamento. O médium não indicou data para o que descreve, nem apresentou qualquer informação médica que sustentasse o cenário.
O ponto que mais chamou atenção foi a menção ao vice. Para Robério, uma eventual chegada de Alckmin à Presidência seria uma virada importante: ele sairia da imagem de político ligado a São Paulo e ganharia alcance nacional. O médium afirmou ainda que Alckmin seria o sucessor de Lula e seria eleito numa disputa futura, e que sua ascensão causaria divisões em setores da direita.
Robério também falou de um momento de instabilidade institucional, com disputas judiciais, embates políticos e revelações que viriam à tona, e citou possíveis pressões sobre o governo de São Paulo. Ele não detalhou quais fatos provocariam esses conflitos nem deu prazo para que acontecessem.
Independentemente de qualquer previsão, as regras já estão escritas. Pela Constituição, o vice-presidente substitui o presidente em caso de impedimento, e o sucede em caso de vaga. Ou seja, um afastamento por qualquer motivo previsto em lei levaria o vice a exercer a Presidência. Essa é a regra para qualquer governo e não depende de previsões.
Imagem de Capa: Luiz Inácio Lula da Silva
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