Eu podia estar roubando, matando, mas estou só pedindo “Me arruma uma renda segura, por caridade”

Iara Fonseca

Essa eu ouvi de um amigo num desabafo pessoal em sua rede social… Mas quem hoje não passa por isso? Me questionei na hora… Perguntei para mim mesma, quando foi a última vez, ou se essa vez existiu, que eu me senti segura…

Você, leitor, se pergunta isso?

O desespero é geral… Não importa se “coxinha” ou “mortadela”, não importa se é rico ou pobre… Tá todo mundo desesperado!

Buscando a etimologia da palavra, termo bonito, rs, sabe-se que o sentimento que impera na nossa sociedade é um estado de profundo desânimo, de uma pessoa que se sente incapaz de qualquer ação, desalentado…

Dai, essa semana veio o protesto na frente da Havan, vocês viram?


O dono da Havan disse que daria pão com mortadela para os manifestantes bonzinhos e carteira de trabalho para vagabundo arruaceiro. Ou seja, ele disse que esse povo tem que trabalhar… E ele não está totalmente errado… Quem só quer arruaça e atrapalhar a luta do outro para crescer e sobreviver, tem que ir trabalhar mesmo, suar a camisa para conquistar suas coisas. Mas por outro lado, como o cidadão de bem pode ter esperança?

Está claro que são poucos os favorecidos… No exato momento em que vivemos, para crescerem, fizeram de tudo, venderam a alma pro diabo e mandaram todo o resto pro diabo que carregue… Vão dizer… Tá certo… Aqui é salvem-se quem puder.

Será mesmo?

Outros diriam, “ a vida é seleção natural”, “uns ganham, outros perdem”.

Mas será mesmo?

Será que sempre os mesmos precisam perder para os mesmos outros sempre ganharem?

Sei lá, pensa aí…

É complicado abrir os olhos de mentes egoístas… Está claro a prioridade de oportunidades que existe nesse jogo social e de inversão de valores…

Mas tá… O que é um texto, né? Um texto não muda e nem vai mudar isso, diriam aqueles que talvez me julguem comunista…

O meu e o seu estado de consciência, nesse momento, julga uma situação sem saída e todos que eu conheço, não sei você, vive em total desesperança.

Até quando eu não sei, a solução eu não posso dar, mas que justiça não há, não há…

Eu particularmente, não acho justo ter que escrever 15 textos por dia para poder pagar escola, convênio médico, alimentação, moradia, locomoção e se “pá” lazer, com tantos impostos a me escravizar, enquanto grandes conglomerações se isentam porque geram empregos e fazem a economia girar… Mas se você concorda… De boa, não precisamos brigar…


Eu tenho total convicção de que o meu trabalho é essencial para a sociedade, sem comunicação não é possível fazer girar uma economia, vide a crescente procura pelas redes sociais para vendas e divulgação de grandes, médios e pequenos negócios.

Mas como eu disse, não precisamos brigar, o seu serviço e o do outro também são essenciais para a sociedade e você e o outro são também, muito importantes para o bom funcionamento de todo o resto… Mas mesmo assim, continuamos inseguros… Você, o outro e eu!

“Se eu tivesse mais oportunidades”, diriam uns, “se você fizesse a sua oportunidade”, diriam outros… E continuamos desesperados…

Los Angeles está implementando um novo imposto para bilionários pagarem por casas para sem-tetos de lá, mas aqui diriam que é preciso uma intervenção militar para acabar com esses comunistas… Politicas diferentes, né… Porque vão dizer que no Brasil não funciona essas coisas, aqui o povo não merece, são um bando de preguiçosos… Aqui não pode descriminalizar a maconha, legalizar então, vai virar um caos… É o que dizem, não o que eu penso… E assim caminha a humanidade para o fundo, mais fundo e profundo buraco das profundezas do desânimo.

Como animar? “Pegando a enxada”, diriam uns que estão no poder… “Tirando do poder os que estão”, diriam outros que estão desempregados… “Botando fogo em tudo”, diriam aqueles revoltados… “Amando o próximo e fazendo o bem sem ver a quem”, diriam os espiritualistas, cristãos e os homens de fé… “Fazendo uma revolução”… Ah, isso eu li nos livros de história!

Tenham uma semana mais esperançosa desalentados humanos e amigos leitores, que eu tentarei criar esperança aqui também no meu jardim!

E não posso deixar de agradecer meu amigo talentoso Cordeiro de Sá! Procurem ele lá minha gente, nas redes sociais, Cordeiro de Sá ele é o mentor dessa frase que dá título a esse artigo, ele é mais um desesperado cidadão de bem que tem tanto talento, como eu e você, mas queria apenas ter uma renda segura, que é mais que merecido!

Quantas mães e pais aflitos temos, nesse segundo, nesse mundo… Esperando um milagre para pagar as contas e se conseguirem essa benção… Ainda não sobrará nada?

Como mudar isso?

Digam?

Se vocês souberem, me digam, preciso saber!

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!

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