Mãe de Elisa Samudio, diz que, depois de 12 anos, Bruninho ainda não recebe pensão do pai.

O filho de Elisa Samudio com o goleiro Bruno, fez 12 anos. Mesmo depois da tragédia e da prisão do goleiro, até hoje, Bruno não paga pensão ao filho.

Essa é uma situação comum de muitas famílias, pais que se isentam da responsabilidade com os filhos. Mas o caso do goleiro Bruno ficou conhecido no mundo inteiro, não só porque ele não quis assumir o filho, mas porque ele deu fim a vida da dessa jovem que poderia estar aqui, cuidando do seu filho hoje.

Uma vida retirada, nunca mais voltará, mas a responsabilidade desse ato ediondo, mesmo que já tenha sido cumprida a pena, ainda assim, deve ser reinvindicada.

A avó de Bruninho, veio a público compartilhar a sua tristeza e dificuldade em criar o neto sem recursos.

Bruninho tinha quatro meses quando a mãe, com 25 anos na época, foi dada como desaparecida. Após encerredas as buscas, sem encontrar o corpo, Bruno foi condenado junto com o comparsa. A criança foi entregue à avó materna, Sônia Moura, com quem vive desde então em Campo Grande (MS).

Sônia contou recenetemente que o neto nunca teve contato com o pai. “Ele [goleiro Bruno] nunca demonstrou nenhum interesse em se aproximar, em saber se [Bruninho] está vivo ou morto, em que situação ele está”, contou a avó.

Por incrível que possa parecer, mesmo depois do que fez, Bruno não pagou nenhum real de indenização ao filho pelo que fez com a sua mãe e o processo de pensão segue em aberto.

“Me sinto entristecida pelo que ele fez com a Eliza… E ele está refazendo a vida dele. Mas que Deus o abençoe, que ele refaça a vida dele mesmo, porque ele vai ter que pagar a pensão do filho”, disse a avó.

Sônia contou que Bruninho sempre gostou muito de esportes e mesmo com a sua relutância, o neto pediu para fazer futsal. “Eu tinha uma certa relutância, mas, com ajuda da minha psicóloga, entendi que não posso decidir por ele”, explica a mãe de Eliza.

Segundo ela relatou para o G1, tudo é muito caro e ela procura realizar os sonhos e as vontades do neto, mas sem ajuda, fica muito difícil.

Bruninho também faz terapia. “Ele tem acompanhamento psicológico desde pequeno, ele é bem resolvido. […] Da minha parte sempre houve o cuidado com o psicológico, fazer com que ele se torne uma pessoa boa”, relata.

Segundo a avó, o garoto sabe que o pai foi condenado por matar a mãe.

“Ele só não sabe a forma como a mãe dele foi assassinada. Ele não teve essa curiosidade de saber, ele sabe que houve um crime, mas não sabe como se sucedeu”, disse a avó ao G1.

Após doze anos do crime que tirou sua filha de seu convívio, Sônia ainda se entristece ao ler comentários sobre o assunto, principalmente quando envolve o neto.

“As pessoas fazem comentários e esquecem que o Bruninho é vítima de tudo isso”, desabafa.

“Meu neto não tem culpa de nada, ele não pediu para nascer. O que houve ali entre o Bruno e a Eliza… Bruno teria que ter tido mais maturidade para arcar com a paternidade do guri, que ele não teve”, finalizou ela.

Esse caso te deixa indignado até hoje? É inadmissível o que sofre essa avó e essa criança, enquanto os algozes estão vivendo uma vida normal como se nada tivessem feito e sem se responsabilizar financeiramente. A justiça nesse caso não é lenta, é falha.

*DA REDAÇÃO RH.

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