Lúcifer: Série aborda a culpa que te faz viver o inferno em vida.

É interessante como, às vezes, um simples seriado de TV nos leva a uma reflexão profunda – e a mudanças significativas. Eu estava assistindo o seriado Lúcifer – na Netflix – a sexta e ultima temporada (que pena). E durante todas as cinco temporadas anteriores eu vi uma coisa que só chamou minha atenção.

Se não quer spoilers pare de ler…

O diabo – anjo caído – resolveu fugir do inferno e mora em Los Angeles. Lá ele se apaixona por resolver casos na polícia e pela detetive com quem ele trabalha. O inferno fico meio esquecido até a terceira ou quarta temporada – onde ele finalmente explica o que é a tortura do inferno.

Tortura é quando a pessoa precisa reviver a própria morte até expiar todas as suas culpas.

A questão é que somente a própria pessoa pode saber qual é a culpa que ela sente e que precisa se perdoar. Enquanto ela não resolve isso, não consegue entrar no céu.

E sim, eu fiquei pensando nos looping da minha vida, nos processos que eu fico revivendo e se eles não teriam a ver com culpa. E não é que eles não só existem como me fizeram entender coisas importantes.

O esquema é: entender quais são seus padrões, qual é a culpa envolvida e resolver de alguma maneira. Fiz isso com uma questão importante mas aí veio o problema: como me livrar da culpa?

Bora pesquisar e descobrir que existem dois tipos de sentimento de culpa.

O primeiro é sobre aquilo que você fez a alguém (ou deixou de fazer em alguns casos), aquela culpa clássica de arrependimento. Nesse caso, pedir o perdão da pessoa em questão pode ajudar bastante além de entender as circunstâncias e entender que foi só uma escolha ruim. Só isso.

O outro tipo de culpa tem mais a ver com seus pensamentos. Sim, podemos nos torturar com pensamentos negativos sobre coisas que, muitas vezes, nem estão no nosso controle.

A culpa por ter quase 30 e nunca ter se casado.

A culpa por ter comprado uma blusinha ou comido um brigadeiro na festa.

A culpa por ainda morar com seus pais ou não ter conseguido aprender a dirigir. Essa sim, é uma culpa pesada e torturante.

Perceber que são só pensamentos é importante aqui.

Pensamentos costumam vir de emoções e viram esse sentimentos, essa coisa que pesa principalmente no peito.

Para me livrar desse esquema preciso primeiro entender de onde ele está vindo.

Muitas vezes, esse é um sentimento que é instalado por outras pessoas através das famosas chantagens emocionais.

Por exemplo, aquela mãe idosa que quer os filhos por perto. Aí ela chora, liga falando que está passando mal e assim mantem os filhos por perto porque faz eles se sentirem culpados em “abandonar” essa mãe.

Pessoas que sentem culpa por ainda morar com os pais, precisa entender se esses pais não estão prendendo a pessoa por medo a síndrome do nino vazio. De novo, a culpa é só um personagem em um mar de possibilidades.

Eu sempre falo que o sentimento de culpa é o mais difícil de tratar por causa disso – no seriado mantém a pessoa no inferno real, mas na vida ele mantém a pessoa presa aos seus pensamentos.

A culpa é dolorosa sim e nos faz repetir padrões. Ora, se me sinto culpada por essa mãe que chantageia, talvez não cuide tão bem da minha vida para cuidar da dela.

Assim, minha vida não anda e isso me gera ainda mais culpa, criando um esquema quase impossível de sair.

Eu entendi a minha, entendi de onde ela vem mas confesso que é complicado não sentir isso. Simplesmente ir mudando meus pensamento até o ponto de não precisa mais dessa culpa.

E você, consegue ver isso de alguma maneira?

Tente perceber primeiro os seus loopings de pensamentos e logo você conseguirá resolver isso.

Se estiver difícil identificar qual é, sugiro que procure ajuda profissional, um terapeuta – assim como acontece no seriado, alias essa atitude – pode fazer maravilhas por você.

*DA REDAÇÃO RH.

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto, fotografia e toda forma de arte. Adora pão de queijo e café com leite e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele. Espaço Terapêutico Andrea Pavlovitsch Av Dr. Eduardo Cothing, 2448A Vila Formosa - São Paulo - SP +55 (11) 3530 4856 +55 (11) 9.9343 9985 (Whatsapp) [email protected]