Jesus não era branco! Deus ama toda a criação.

Em uma semana onde estamos sendo convocados a honrar os ensinamentos de Jesus, é importante que olhemos para os nossos preconceitos em relação ao que para nós, é diferente, e que ainda, não é aceito, por grande parte da população mundial.

O racismo, infelizmente, vem se manifestando com sua força ignorante e cheia de contradições, novamente. Recentemente, foram noticiadas violências contra pessoas negras em locais públicos, e não podemos banalizar esses eventos, que não são esporádicos, mas sim, acontecem diariamente em nossa sociedade.

A própria palavra racismo tem uma origem relativamente recente. Ela apareceu pela primeira vez em um artigo publicado em uma revista francesa intitulada Revue Blanche, no ano de 1902. Nas décadas que se seguiram, o termo começou a se popularizar em quase todas as línguas europeias (inglês, português, espanhol etc.), sendo usado para denominar as concepções sobre superioridade e inferioridade racial que começaram a vigorar na Europa a partir do século XIX.

Na verdade, o racismo, como também, toda forma de exclusão da diferença, históricamente, teve origem lá século XIV e XVII, quando os europeus usavam africanos negros para trabalho escravo.

Mas a bárbarie se tornou massiva quando nos EUA, cientistas fizeram estudos raciais para provar a superioridade branca, com teses a respeito do tamanho do cérebro e da massa cinzenta. E a desinformação racial foi propagada com toques de perversidade.

Nenhuma tese justifica ou explica, tamanha ignorância, mas essas informações foram suficientes para a criação da Ku Klux Klan, organização terrorista que se formou em 1866, após a Guerra Civil americana.

De lá pra cá, os negros sofreram a degradação de sua dignidade em vida, e seus decendentes, ainda sofrem agressões constantes.

As notícias são dolorosas: “Cozinheira negra é agredida com joelhadas em prédio nos Jardins, em SP”; “Mulher fala de agressão racista em prédio nobre de SP: ‘Traumatizada'”; “Mulher é presa após chamar empresária negra de ‘macaca’ em agência bancária no RJ”; “Mulher denuncia motorista: “Não carregava preto, muito menos uma ‘preta vagabunda’ como eu”; “‘Ela é negra e lésbica’: mulher sofre racismo e homofobia de cliente”.

Sem contar, as pessoas que morreram por conta desse preconceito injustificado. Nem os protestos de “Todas as vidas importam”, depois da morte do americano George Floyd, foram suficientes para despertar o amor nos corações humanos, logo depois, um funcionário do Wall Mart foi agredido e morto por um segurança, e todos os dias, novos casos aparecem.

Até quando vamos agir feito barbaros? Até quando vamos dizer com o peito estufado que somos cristãos, mas agir como anticristo?

“O Jesus histórico tinha olhos marrom e pele como a de judeus do primeiro século da Galileia, uma região bíblica de Israel”, diz Anna Swartwood House, professora assistente de história da arte na Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Deus ama toda a criação, Jesus não foi branco, o que pensam vocês que se dizem cristãos, ou que dizem que Deus está acima de tudo e de todos, mas ainda assim, humilham, desprezam e agridem quem pensa ou é diferente de vocês?

O que vocês acham que Jesus sente vendo seus irmãos, e filhos de Deus, agindo como colonizadores dos séculos passados?

Nada foi aprendido?

É hora de olhar para nossas ações e principalmente, para as nossas crenças e entendr as palavras de Jesus de forma honesta. É preciso que os homens se unam no amor que Jesus nos ensinou, que a maldade e a crueldade se cure.

Paremos de agredir uns aos outros. Não existe uma raça superior, somos todos iguais aos olhos de Deus.

*DA REDAÇÃO RH. Imagem de Jesus negro da capa foi criada pelo fotógrafo Bas Uterwijk com ajuda de inteligência artificial.

*Texto de Iara Fonseca, jornalista, escritora, editora de conteúdo dos portais Resiliência Humana, Seu Amigo Guru, Homem na Prática e Taróloga. Para agendar uma SESSÃO DE AUTOEXPANSÃO com a Iara, mande um direct para @ESCRITORAIARAFONSECA

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