Gosto de quem se arrisca e desobedece aquela voz interior que fica mandando a gente desistir!

Carol Daimond

O que nos move na vida, são nossos sonhos, arrisque desobedecer a sua voz interior quando ela diz pra você desistir!

Era pra ser um nhoque comum, mas eu sempre ouvi dizer que fazer nhoque é algo que requer talento e tempo, que é muito difícil. Usei emprestada uma “nhoqueira” da minha avó, uma espécie de aparelho bem parecido com um espremedor de batatas, só que com furos maiores para fazer o formato de nhoque, ele ficou delicioso e não tem um grau de dificuldade do tipo impossível. Mas eu queria que ele ficasse mais artesanal, eu queria o grau de dificuldade que ouço dizer desde que era pequena. Então resolvi fazer o nhoque a mão mesmo. E a minha grande surpresa: mais fácil que fazer no aparelho e muito mais fácil que os meus pensamentos limitantes poderiam supor.

Para mim a cozinha é um espaço terapêutico e de grandes aprendizados, cozinhar é uma arte que nos permite muitos entendimentos, metáforas, reflexões e desbloqueio criativo. Quando me diziam que o nhoque era algo muito difícil de ‘chegar no ponto’, enrolar e cortar, eu trouxe isso pra minha vida adulta e se não fosse minha necessidade de arriscar, talvez eu nunca teria feito um nhoque, apenas por preguiça de passar pelos desafios.

Se olharmos para as situações em nossa vida, quantas coisas evitamos fazer, desbravar ou entender, quantos sonhos deixamos pelo caminho porque supomos que não dará certo, que não é bom, que não somos capazes ou suficientes. Nos limitamos pelos bloqueios que fomos adquirindo ao longo da nossa trajetória. Algumas frases que escutamos no cantinho da sala, ou aquele momento em que o professor do primário disse algo que feriu os sentimentos e entrou na mente pra ficar escondidinho lá na memória do subconsciente, muitas vezes a gente nem se dá conta que existem esses bloqueios, nem nos lembramos de algo que aconteceu há muito tempo. Como forma de nos proteger, nosso subconsciente guarda essas memórias e ela são acionadas a cada momento que pode surgir uma situação parecida. É ai que bloqueamos nossas oportunidades.

Muitas vezes estamos nos sabotando, nos limitando e nem percebemos. A vida vai passando, as oportunidades aparecem e vão embora, deixamos passar muitas delas simplesmente por não reconhecer nossos potenciais. Foi assim com meu nhoque, pode ser assim com aquele emprego, com o relacionamento dos seus sonhos, com a viagem incrível que você acha que nunca conseguirá fazer…. Enfim, arriscar é a palavra de ordem, só assim vamos conhecer nossos talentos e recursos internos, somente assim podemos conseguir liberar esses limites que impedem nosso desenvolvimento como ser humano.

Nós somos capazes de feitos extraordinários, mas nem tudo convém a todos, imagina o corpo humano, cada parte tem a sua função essencial, mas uma mão não será coração nunca, mas a sua missão de mão é tão importante, quanto a missão do coração. Se a gente olhar por esse lado, chegamos as comparações que podem acontecer desde a infância. As comparações podem trazer também bloqueios e impedir que a gente realize nossos sonhos de infância, ou qualquer sonho na sua vida. A cada comparação ou você não vai fazer porque acha que não consegue fazer igual ou melhor, ou você vai adiar a realização buscando sempre se superar. Enquanto isso acontece, você também está no campo da infelicidade, não realizando a sua missão.

Desistir nessa situação não é a melhor solução. Comparar é a forma mais fácil de se sabotar e é na comparação que residem os bloqueios mais profundos. Porque ninguém consegue fazer um nhoque como o da vó, é claro que não. Cada um é de um jeito, tem as suas dores, suas delicias e também o seu jeito peculiar de fazer algo. Se o pensamento que vive comigo é o que o do outro é sempre melhor, talvez eu nunca faça algo por medo de não conseguir me superar, ou talvez eu viva, a vida inteira, em uma competição frenética para mostrar que eu consigo fazer melhor. Quanto sofrimento desnecessário e acumulado a gente vai colecionando.

Quer viver bem e feliz? Pare de pensar em desistir. Arrisque-se, observe essas vozes que moram aí dentro da sua cabeça dizendo que você nunca irá conseguir, que é melhor nem tentar, que deixa pra outro dia, Essas são as vozes que podem até estar tentando uma defesa para que você não sofra, mas elas não são as donas da razão. Realizar algo, ainda que tenhamos que passar por vales de dúvidas, medo, insegurança, desbloqueios, ainda assim, realizar sonhos, sejam eles pequenos ou grandes, é o que nos move na vida, então, não desista do seu nhoque, é isso que a voz na minha mente diz a cada sonho que penso em largar pelo caminho.

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Carol Daimond
Carol Daimond, mineira de Divinópolis, bacharel em Direito e apaixonada pelas palavras entrelaçadas, mãe, mulher e terapeuta thetahealer, uma mistura de mulher que a cada dia se reinventa em busca da sua melhor entrega em partilha para o mundo. Sua jornada como escritora começou de brincadeira e tem se tornado cada dia mais a sua marca pessoal de verdade e essência.

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