Foi tão difícil ser filha que eu não quero ser mãe!

(Texto de Patrícia Naves Garcia)

Os filhos refletem diretamente sua relação com os pais. Isso é muito claro no comportamento das crianças e facilmente percebido no comportamento dos adultos.

Bert Hellinger tem uma fala que diz que a mãe que tem problemas com a própria mãe levará esse problema para a sua relação com a filha, no sentido que exigirá desta aquilo que não teve e gerará um processo de parentificação. Apesar da fala citar a mãe, é uma dinâmica que encontramos na relação com ambos os pais.

Quando há uma carência, a pessoa transfere para alguém a responsabilidade de suprir esse vazio, pode ser para o companheiro, pode ser para o filho.

É um peso para a criança assistir as discussões, participar dos problemas do casal, entrar em triangulação para resolver os problemas dos pais, ter que adultecer antes do tempo, assumir culpas e responsabilidades que não são suas.

Existem sistemas que morrem, algo opera internamente para que não siga adiante aquela dinâmica adoecida e nociva para seus membros.

Uma outra coisa que contribui para o fim dos sistemas é justamente o filho não querer levar adiante aquele fluxo de vida.

Atendi uma cliente desejosa de ser mãe, entretanto, mesmo não tendo nada físico ou biológico que a impedisse, não engravidava.

Ao longo dos anos aprendi que, quando não temos explicação plausível, podemos buscar a causa no sistema. E, no caso da minha cliente, a raiz estava na difícil relação que ela tinha na família de origem, pais em guerra, alienação parental, relacionamento tóxico.

Assim, inconscientemente, ela temia repetir na sua história aquele movimento dos pais, e temia mais ainda que seus filhos tivessem destino semelhante ao seu.

A frase dela era “foi tão difícil ser filha, que me nego a ser mãe”. Uma dor sistêmica forte, que trabalhada pode ficar mais leve.

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🌻Patrícia Naves Garcia🌻
Atendimento: 34998812303

*DA REDAÇÃO RH. Foto de Joseph Gonzalez no Unsplash

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Patrícia Naves Garcia é de Minas Gerais e começou suas buscas pela visão sistêmica durante o período em que morou fora do país. Sempre visando as pessoas, trouxe o olhar das Constelações para sua atuação em negócios e seguiu estudando e agregando sua experiência aos trabalhos sistêmicos. Iniciou seus estudos acadêmicos no Brasil na faculdade de Jornalismo, dando sequência à sua jornada acadêmica na escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, onde também estudou Relações Internacionais. De volta ao Brasil, fez ainda os cursos de Gestão Financeira e Processos Gerenciais, seguidos de pós graduações, especializações e MBAs ligados à área. É formada em Psicologia e pós graduanda em Psicologia Positiva, Gestão de Pessoas e Carreira, Constelação Sistêmica Integrativa e Famillienstellen. Esta última, na Hellinger Schule. Aluna dos tradicionais mestres da Constelação Sistêmica, tanto na área da família quanto na área dos negócios e formada em diferentes abordagens e técnicas terapêuticas, desenvolve e ministra todos os cursos do Instituto. Faz atendimentos individuais online e consultoria para empresas .