Foi atrás dele de novo, moça? Vamos falar do círculo do desinteresse!

Gabi Barboza

Sei bem como é esse círculo do desinteresse. Você foi atrás dele de novo, achando que dessa vez seria diferente. Quantas vezes mais você precisará ser ignorada por ele pra nunca mais voltar pra vida dele, moça?

O círculo do desinteresse funciona mais ou menos assim:

Sempre que você sai da vida dele, promete a si mesma nunca mais voltar. Sempre que volta, promete a si mesma nunca mais sair. Você vai e volta com a permissão dele e ele sempre te recebe bem. Vocês começam aquele papo que te deixa com sorriso bobo no rosto. Você ouve as mesmas músicas de quando estava apaixonada por ele. Se pega pensando nele. Ele começa te correspondendo.

Depois, como sempre, ele passa a te ignorar. É como um brinquedo novo que apenas sumiu e voltou, então o desinteresse de antes, retorna.

Foi atrás dele de novo, moça, na esperança de que ele seja pra você, tudo o que você criou em sua mente. Sabe aquele cara semi perfeito, que você vez e outra pensa nele?!

Sinto muito, dizer. Mas ele não existe. Ele foi criado pelo pouco que você conviveu com esse traste aliado à sua carência. Quando estamos carentes, embustes se tornam príncipes. Cuidado, tá?!

Você foi atrás dele, não vou te julgar por isso. E sim, eu sei como é bom ir e voltar sempre que achar que deve, é pesado viver esse círculo do desinteresse. Talvez ele até sinta algo por você. Mas tente pensar, ao ir, no porquê que você se vai da vida dele.

Você sabe menina, como isso começa e como termina. Não vale à pena se iludir com ele de novo. Mais dia, menos dia, o desinteresse retorna e ele passa a te ignorar.

Não vale à pena, se colocar de novo “à mesa” pra ele te humilhar. A carência te faz procurar esse cara de novo e o amor próprio, te tira do chão que ele te joga. Até quando você vai permitir essa guerra entre a carência que te faz o procurar, o ego de querer ele e ter que ganhar, o amor próprio que te faz sair da vida dele e o orgulho, que te mantém longe?

Saia desse círculo do desinteresse, moça. Se cuide, se ame, se lembre sempre como ele te ignora com facilidade. E seja firme: não vá atrás! Foque em seus sonhos, seus objetivos. Mensagem não lida, nem respondida, é desinteresse. E interesse, moça, não se planta. Não tem como fazer gerar esse sentimento onde não tem. As fotos que você envia pra ele, o que diz pra ele quando se falam. Tudo te faz criar castelos.

E castelos que desabam, quando ele te deixa de lado. É sempre assim! Nem as suas atitudes ou falta delas, fará brotar interesse. E as rezas brabas? Desista. Nada fará com que ele fique em sua vida, se ele não quiser. Ele te aceita sempre por ser covarde, moça. É agradável ter uma mulher como você rastejando aos pés. Por isso ele não te dá um fora. Ele não tem coragem de te dizer que não quer.

Se livre do que sente por ele, se livre dessa agonia que é o círculo do desinteresse. Nem que seja a base de lembranças de como ele foge de você, depois de uns dias da sua volta para a vida dele. Entende como isso não vale à pena? Você sempre vai ser o brinquedinho dele. Ele sabe que você volta. Por isso te recebe bem, mas depois se cansa por não haver interesse e te ignora friamente.

Use a mesma força que tem para ir e prometer a si mesma nunca mais voltar, no momento em que sentir vontade de voltar.

Lembre-se de três coisas: ele vai te ignorar, não será diferente dessa vez como não foi das outras, nada fará ele ser parte da sua vida. E você vai se machucar mais.

Você é linda, é forte, merece ser amada, receber um olhar de quem te admira como você é. Olhar apaixonado da mesma forma quando acorda, quando estiver gripada, quando estiver vestida para matar. Ser cuidada, conquistada, tratada como uma rainha. Correr atrás de quem não te quer é muito cansativo.

Foi atrás dele de novo moça, mas é hora de sair e nunca mais voltar. Acabe de vez com esse círculo do desinteresse.

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Gabi Barboza
É graduanda em Psicologia, tem 32 anos. Como o que faz o mundo dela girar, são as pessoas, trabalha com Recursos Humanos. É mineira, bem casada com um Gaúcho lindo. Mora em Porto Alegre desde 2012. Está sempre lendo e ama escrever. Se sente rica, por ter vários livros em uma estante que é o seu tesouro. Ama se engajar em causas sociais, crê que a única coisa que levamos desse mundo, é o que plantamos. E que as boas obras, são fundamentais.

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