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Finais precisam acontecer para que a gente possa aprender a recomeçar.

Você lembra que eu falei que iria seguir em frente? Pois é, confesso que não foi fácil. Mas dessa vez eu prometi pra mim mesma que não iria voltar atrás como fiz tantas outras vezes. Não iria considerar as suas desculpas, muito menos todo o aquele seu show me pedindo pra ficar. Desse seu teatro, eu escolhi não participar por nem mais um dia.

Não adianta mais falarmos sobre o nosso amor, porque acho que ele já não existe mais. Acho que a gente não deve usar um suposto amor como justificativa para insistirmos em algo que não dá mais certo. Se não faz mais bem pra nenhum de nós não adianta continuar, sabe? A insistência só faz machucar, e os machucados geram receio, e o receio nos transforma em pessoas que tem medo de amar.

Eu não quero ser alguém covarde no que diz respeito ao amor. Não quero machucar outra pessoa só porque alguém me machucou. Chegamos a um ponto em que é melhor enxergamos que não faz mais sentido continuarmos essa história com reticências, um ponto final talvez seja mais digno. Os finais são doloridos. No entanto, aceitar um fim dói menos do que persistir em algo que a gente não merece. E foi isso que fiz, aceitei o fim e toda a dor que veio junto com ele. Aceitei que eu estava sozinho nesse barco, que você pulou fora na primeira tempestade que tivemos e me deixou remando contra a correnteza enquanto observava tudo da areia.

Ao perceber que estava sozinha, comecei a aceitar que eu precisava aprender a enfrentar as ondas de saudade, de autossabotagem e de descrença no amor. Eu precisava superar tudo isso pra provar para mim mesmo que eu conseguiria chegar ao meu destino sem você, que eu encontraria dentro de mim todo o amor que você não foi capaz de me dar e que eu finalmente entenderia que a falta que pensei que você me faria nada mais era que um engano, uma insegurança por não saber como avançar sem você.

Acontece que eu avancei e cheguei até aqui, e todo esse caminho me transformou em alguém mais forte. E, acredite, essa pessoa em quem eu me transformei jamais permitiria que alguém como você permanecesse tanto tempo na minha vida. Essa é a vantagem dos finais, a gente sempre consegue superar o que um dia a gente acreditou que não conseguiria suportar.

Às vezes, o fim precisa acontecer para que a gente possa aprender a recomeçar.
E eu recomecei.

Iandê Albuquerque

Sou recifense, 24 anos, apaixonado por cafés, seriados e filmes, mas amo cervejas e novelas se houver um bom motivo pra isso. Além de escrever em meu blog pessoal e por aqui, escrevo também no blog da Isabela Freitas, sou colunista do Superela e lancei o meu primeiro livro em Novembro de 2014 pela Editora Penalux. .

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