Existem pessoas que tentam assassinar a nossa vontade de viver.

Idelma da Costa
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Existem pessoas que tentam assassinar a nossa vontade de viver. Quem durante a vida nunca se sentiu preso em cárceres privados? Acredito que todos em pelo menos algum momento da vida.

Essa prisão pode ser de vários tipos.

Presos a um casamento infeliz e de faixada, a ambientes insalubres de pessoas que pensam totalmente diferente de você e que impera-se o desrespeito, a fofoca, a picuinha, intrigas e competições sem razão de ser, à pessoa que fazem questão de te excluírem ao formarem panelinhas no ambiente de trabalho ou na própria família, à falta de condições financeiras para se realizar algum sonho por menor que seja, até mesmo para satisfazer a vontade de comer um simples chocolate, ou ter alguma roupa para variar.

Às vezes, ficamos presos a algum emprego que não nos realiza. Insistimos em morar num lugar que não tem nada a ver com a gente, forçamos o convívio com pessoas tóxicas, àquelas pessoas que nunca fizeram questão de te ajudar, mesmo podendo, àqueles que são falsos, mentirosos, desumanos, sem caráter, prepotentes, soberbos, egoístas, mimados, fúteis, metidos, donos da verdade, cheios dos mi mi mi, àqueles que faziam questão de tumultuar sua vida, que não te aceitavam do jeito que você é e faziam questão de espezinhar e humilhar ao quererem provar que a maneira de ser deles que era a correta…

Existem pessoas que são verdadeiros assassinos da vontade de viver dos outros.

Há indivíduos capazes de furtar o nosso tempo, a nossa alegria, e a nossa paz de espírito.

Dependendo do momento da vida, tem-se a impressão de vivermos em meio a um campo minado.

Todas essas situações são bem difíceis de serem resolvidas da noite para o dia. São causas de muito sofrimento e leva-se tempo para serem digeridas e solucionadas.

São cárceres privados que te levam a morrer por dentro e, muitas vezes, não tem como fugir. Adoecemos. E só mesmo com a ajuda de terapia para conseguir sobreviver em meio do caos.

Exige-se uma longa caminhada até conseguir encontrar a paz dentro de si, para não deixar as adversidades do mundo externo te afetar.

A não ser para quem é uma fortaleza em pessoa ou finge ser. Mas não acredito em perfeição.

São tantas ciladas que tem hora que desanimamos e passamos a desacreditar no ser humano.

Cheguei à conclusão que não existe paz fora e sim dentro de nós e é essa que nos sustentará e nos dará forças para sobrevivermos em meio aos leões, cobras e vulcões em erupção.

Sempre haverá alguma coisa que nos desagradará e não adiantará nada queremos mudar o mundo.

Não somos o salvador do universo, mas podemos nos salvar, mudando nosso foco, nossa maneira de pensar, agir e viver.

É isso que nos fará sentir livres, leves e soltos, independentemente de qualquer situação.

Devemos arrumar nossa casa interna, pois o resto não nos pertence.

Somos super-heróis de nós mesmos e isso fará a diferença.

Esperar a ajuda alheia é sorte ou perda de tempo.

O que podemos fazer é procurar nos ajudar, buscando nossa paz interna e isso será o suficiente para conseguirmos seguir mais à diante.

*Foto de Daniel no Unsplash

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Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.