Existe morte por acidente? Por Chico Xavier. Segundo o médium, aquele que morre em acidente, não sente dor.

A visão espírita a respeito da morte já é bem conhecida, segundo a doutrina, existe sim, vida após a morte e, as pessoas, não morrem por acidente, todas estão predestinadas e possuem um tempo certo nessa vida, cada ser com o seu. Portanto, acidente não há, o que há é lição.

Sobre esse assunto, certa vez, Chico Xavier alertou:

“O espírito, ao desencarnar de forma traumática ou mesmo após a doença, frequentemente fica desacordado, passando por um período de transição e recuperação. É levado para hospitais no plano espiritual. Ali, ele fica em tratamento recuperando-se. O período de recuperação varia de acordo com cada caso”.

Nesse ponto, se entende que a pessoa que morre não sente a dor do impacto, ela é desligada do corpo segundos antes.

“Outro ponto interessante: pode acontecer também de, no caso de acidente grave, o espírito ser “desligado” instantes antes de o corpo sofrer danos muito grandes.
E para que isso? Para que aquela pessoa não sinta todo o trauma / dor do acidente. Aquele espírito é retirado do corpo milésimos de segundos antes de o corpo sofrer os ferimentos do acidente. Nesse caso, o corpo se desgasta, mas o espírito não sofre o trauma”.

Na visão espírita, portanto, em caso de morte por acidente não há enganos. Aquele era o momento do desencarne daquela pessoa.

É, por exemplo, o caso daquele que perdeu o voo e o avião se acidentou. É, igualmente, o caso daquele que não iria embarcar na aeronave acidentada, mas por algum motivo embarcou.

Em ambos os casos não houve engano algum.

Em outra ocasião tive a oportunidade de ler um texto psicografado por Chico Xavier de fevereiro de 1993 que descreve as circunstâncias de uma acidente aéreo ocorrido em junho de 1992.

Nessa carta, o Espírito Celso Maeda descreve seus últimos instantes como encarnado antes do acidente que culminou na queda – por colisão com o mar – da aeronave Beech F 90-1 King Air, que carregava quatro ocupantes.

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A carta diz:

“Subimos céus acima ou tentamos subir… Não era fácil raciocinar ante o perigo maior que se aproximava. Tentou-se a elevação da máquina, mas o vento prosseguia implacável qual se fosse um conjunto de forças maléficas interessadas em derrubar-nos.

Não temos dúvidas quanto ao desespero e apreensão que tomou conta de todos os envolvidos nesses momentos:

Estávamos à mercê dos acontecimentos que o furacão nos impunha. O piloto e o companheiro que o assessorava estavam pálidos, agravando-nos as dúvidas e o desconforto de que nos sentíamos possuídos. Debalde procurávamos alguma nesga de céu azul. Achávamos-nos como que trancados por dentro de uma nuvem que parecia guardar o vento furioso que não encontrava uma saída a fim de expandir-se.

Por dentro éramos a aflição de quem não eximiu-se da morte compulsória e por fora de nós vimos claramente que um enorme banco de areia nos aguardava, asfixiando-nos a todos.

E, finalmente, a descrição do grande despertar:

A água marinha encharcada de areia nos penetrava os pulmões e quando me vi totalmente esmagado nada sabendo de meu irmão e dos companheiros que nos guardavam a viagem, quando no auge do meu desespero íntimo, vi que uma senhora caminhava naturalmente sobre as águas e, ao abraçar-me, solicitou-me concentrar na fé em Deus e me disse:

“Meu filho, você está conosco. Sou a sua avó Ai, que venho retira-lo da areia. Seu avô Tsunezaemon retirará seu irmão. Haverá socorro para vocês todos. O piloto e o co-piloto serão resguardados também”.

O trecho a baixo foi retirado do texto psicografado (R.T. Richetti, “Entre duas vidas”, Ed. Boa Nova):

“Não pense que sofro outra espécie de angústia senão essa que me vem de sua ternura torturada
e de nossa família amorosa e inesquecível.

Se me lembrarem tranquilo, estarei seguro de mim. Se me recordarem conformados, a resignação estará comigo.

Não julguem que vim para cá fora de tempo. Hoje sei que o meu tempo terrestre era curto”.

Cada um tem seu tempo e precisamos usar esse tempo que ainda temos com muita sabedoria! A morte não é motivo de tristeza, é um novo despertar da alma que sabe que precisa seguir por outros caminhos, mais elevados, rumo a sua evolução!

*DA REDAÇÃO RH.

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