Durante meses, ela tentou descobrir de onde vinha a dor. Atribuía as dores de cabeça à sinusite, o incômodo no joelho ao salto alto de uma personagem e seguia trabalhando. Até que uma consulta de quase duas horas mudou a rotina da atriz Carol Castro: o diagnóstico foi fibromialgia.
De acordo com uma entrevista à revista Quem, a atriz conta como foi o momento e o que sentiu ao ouvir o nome da condição. A frase que resume tudo, dita por ela, é direta: “Eu sinto dor 24 horas por dia. Tem dias que é mais, tem dias que é menos”.
Segundo o relato, Carol passou quase duas horas com o reumatologista. Houve perguntas sobre a família e os hábitos, análise de exames e um exame físico detalhado. No fim, veio a conclusão.
A atriz disse que sentiu alívio. Depois de fazer exames desde o ano anterior, sem encontrar explicação para o que sentia, finalmente a dor tinha um nome.
Em outra entrevista, ao programa “Encontro”, ela explicou que não existe um exame específico que confirme a doença e que o diagnóstico é feito “por exclusão”, ou seja, depois de descartar outras causas.
Os sintomas surgiram num dos períodos mais pesados da vida de Carol. Em dezembro de 2023, na semana anterior ao Natal, ela perdeu o pai, o ator e diretor Luca Castro, que morreu aos 70 anos e foi quem a inspirou a seguir a carreira.
Ao mesmo tempo, ela gravava uma série e machucou o joelho no set. Escolheu continuar trabalhando para não parar uma equipe com mais de 100 pessoas, e só operou em fevereiro de 2024, depois de terminar as filmagens.
Ainda em reabilitação, aceitou o papel de Clarice na novela “Garota do Momento”, uma personagem de trajetória intensa.
As dores de cabeça e no pescoço, Carol atribuía à sinusite. As do joelho, ao salto alto da personagem. Segundo ela, foi uma dica da fisioterapeuta que a levou a procurar os médicos certos.
Esse caminho é comum em quem convive com dor crônica: sintomas que parecem isolados, ou que são confundidos com outros problemas, podem demorar a ser ligados a uma mesma causa.
A fibromialgia é uma condição crônica, caracterizada por dor espalhada pelo corpo, muitas vezes acompanhada de cansaço, alterações do sono e dificuldade de concentração. Ela não causa lesões visíveis, o que ajuda a explicar por que costuma ser chamada de “dor invisível”.
O tratamento é individual e costuma combinar atividade física, acompanhamento médico, às vezes medicação e cuidado com o sono e a saúde emocional. Só um médico, como um reumatologista, pode confirmar o diagnóstico.
Carol conta que trabalha muito, faz exercícios e aprendeu a reconhecer o que piora as crises. Em entrevista, disse ver o trabalho e a atividade aeróbica como grandes aliados, e comentou que há pessoas que, nas crises, nem conseguem levantar da cama.
Ela diz já ter ouvido de gente próxima que é corajosa por falar publicamente da doença, já que poderia deixar de ser chamada para trabalhar. Carol discorda: afirma que se sente honrada em ser porta-voz de quem convive com a mesma dor.
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Para Carol, saber o nome da dor foi o primeiro passo. Sua história lembra que falar sobre o que não se vê também ajuda outras pessoas a se reconhecerem. E você, já ignorou algum sinal do corpo por achar que era “só cansaço”?
Imagem de Capa: Carol Castro
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