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Eu bloqueio em nome da minha sanidade mental!

Bloqueio sim e vou vivendo… É verdade, eu bloqueio quem me cansa demais nas redes sociais. Leia-se: quem me magoou na vida amorosa. E sim, sou dessas que pegam uma música que gosta e faz a própria música:
Bloqueio sim e vou vivendo…tem gente que não bloqueia e tá morrendo…

Você morre um pouco no campo emocional, a cada vez que você se faz forte. Quando decide manter a pessoa em suas redes sociais , você se permite sofrer (à toa). Aquele post, aquele twitte, aquele stories, aquele status, aquela foto que brota diante dos olhos, traz à tona todos os sentimentos.

Sentimentos que não fluíram. História que deve ser deixada para trás. Lembranças que farão você ficar remoendo algo que é passado e lá deve ficar. Quando você bloqueia, permite que a sua vida siga sem saber da pessoa em questão.
Pena que bloqueando nas redes sociais não bloqueamos na vida, nos sentimentos e nos pensamentos. Mas vejo essa atitude como algo saudável. Do contrário, você fica indo e vindo nas lembranças e se martirizando.

Aí vai “ruminando” aquilo tudo, permitindo sentir-se mal. A vaca, pastando, rumina. Mas isso é algo saudável pra ela. Elas fazem a digestão em “dois tempos”.

Mas nós, “ruminarmos” sentimentos, não é anda saudável. A gente fica revivendo só os momentos bons e assim, vai criando um personagem que é quase perfeito. Nesse momento, conseguimos ainda nos tornar as pessoas mais culpadas por ter ocorrido o fim do relacionamento ou por nem ter começado.

Eu bloqueio em nome da minha sanidade mental! E sim, vivo bem melhor, como se a pessoa não existisse. Não preciso manter quem me feriu por perto, virtualmente, pra me fazer de forte. Não preciso ser forte nessas horas e sim, prática.

Sei das minhas forças e fraquezas. Manter a pessoa em minhas redes sociais só vai me fazer sofrer de novo e “ruminar” tudo o que houve, me culpar, sentir saudade (hã? Saudade do que já foi? Só se for do ônibus no horário certo pra ir pro trabalho!).

A gente precisa aprender a se distanciar. Se terminou, pronto: sequer merece os nossos pensamentos. Vale analisar sim, se errou e onde para não errar no próximo relacionamento. Mas pensar em formas de reatar, não!
Enquanto não existir aplicativo para tirar a pessoa dos nossos sentimentos, quanto mais soubermos dela, pior. E nem tente se enganar com “vou continuar com ela (a pessoa) nas redes sociais, para ver se estrepando”. Não mesmo! Nem pra isso gaste o seu tempo!

Bloqueio com orgulho e lhe digo: faça o mesmo. Agora!

Quanto menos ver a pessoa, menos pensaremos nela. E quando pensarmos, podemos desviar os pensamentos, trazendo em outras coisas à nossa mente e até mesmo em como perdemos tempo com a pessoa.

Tem gente que nos pisa, nos magoa e é por permissão nossa. Vale uma conversa pra colocar tudo à limpo e tocar um ponto final na história. E dá-lhe bloqueio! Seja forte o bastante para fazer isso.

E óh, pé no chão, heim?! A gente não bloqueia na esperança da pessoa correr atrás. De vir a ser presente na nossa vida. Isso não vai acontecer. E se tiver que acontecer: a pessoa que se vire pra estar à sua frente.

Quem quer, mesmo bloqueado nas redes sociais, se faz presente. Corre o risco de aparecer ao vivo e a cores em nossa frente e ouvir “sai daqui!”, mas toma atitude. Já quem não quer, aproveita que você sumiu e faz o mesmo.

Se você mantém a pessoa em suas redes sociais, estará morrendo um pouco a cada atualização dela. Vai se martirizar porquê quer se fazer de forte ou sanar a sua curiosidade em relação a ela.
Não há que se ter curiosidade de quem te magoou, nem pensar em vigança, rezas e mandingas: é só deixar a pessoa no lugar dela, no passado e seguir a sua vida.

Eu te liberto dessa “necessidade” de ter a pessoa por perto e decreto: você tem todo direito de bloquear! E seguir a vida de forma mais leve!

Cante comigo: bloqueio sim e vou vivendo… Tem gente que não bloqueia e está morrendo…

Seja feliz! Bloqueie!

Gabi Barboza

É graduanda em Psicologia, tem 32 anos. Como o que faz o mundo dela girar, são as pessoas, trabalha com Recursos Humanos. É mineira, bem casada com um Gaúcho lindo. Mora em Porto Alegre desde 2012. Está sempre lendo e ama escrever. Se sente rica, por ter vários livros em uma estante que é o seu tesouro. Ama se engajar em causas sociais, crê que a única coisa que levamos desse mundo, é o que plantamos. E que as boas obras, são fundamentais.

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