Estudo: mães donas de casa trabalham o equivalente a 2,5 empregos

Resiliência Humana

Mães que ficam em casa e têm que escutar que “não trabalham” já podem mandar enquadrar essa nova pesquisa e pendurar na porta de suas casas: de acordo com a empresa Welch’s, donas de casa trabalham o equivalente a 2,5 empregos de tempo integral, de graça.

E nem mesmo mulheres que possuem empregos remunerados escapam das horas extras em casa.

Mulheres continuam fazendo a maior parte do trabalho doméstico
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mulheres realizam duas vezes e meia mais trabalho não remunerado em casa do que os homens.

No quadro acima, a barra branca contabiliza as horas de trabalho não remunerado e a azul de trabalho remunerado, por gênero feminino e masculino. A primeira coluna representa países subdesenvolvidos, e a segunda países desenvolvidos. 23 países subdesenvolvidos e 23 desenvolvidos foram pesquisados para a ONU chegar a esses dados.

A pesquisa da Welch’s
2.000 mães americanas de crianças entre 5 a 12 anos foram questionadas para este estudo.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres trabalham sem descanso, em média, das 6h23 até às 20h31. A mãe média tem apenas 1 hora e 7 minutos para si mesma todos os dias.

Além disso, 4 a cada 10 mães sentem que suas vidas são uma série de tarefas sem fim, absolutamente todos os dias da semana.

Isso se resume a um turno de 14 horas, todos os dias da semana, sem folga.

“Quando se trata de tomar decisões em torno da dieta de uma família e de uma nutrição geral, o fardo frequentemente cai para a mãe que, como mostra a pesquisa, tem muito pouco tempo de sobra”, explica Casey Lewis, chefe de saúde e nutrição na Welch’s. Esse fardo não pode ser subestimado na diferença que faz na rotina de todos na casa.

No mundo
Segundo a ONU, o trabalho não remunerado é um suporte crucial para serviços sociais insuficientes, e reforça a economia. Seu valor é estimado entre 10 a 39% do PIB de uma nação.

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Dados recolhidos entre 2015 e 2016 pela ONU mostram ainda que apenas 63 países (dos 193 existentes no mundo) atendem os padrões internacionais de licença maternidade, que estipulam que as mães devem receber 14 semanas de licença remunerada.

No fim das contas, somente 28% das mulheres empregadas podem desfrutar na prática de sua licença maternidade no mundo todo.

FONTENatasha Romanzoti
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