Estou abraçando as minhas tristezas sem desrespeitar a minha sede de ser feliz

Eu só sei que alguma coisa mudou dentro de mim no momento em que aprendi a aceitar as minhas emoções como caminhos para aprendizados e não como tempo perdido.

Guilherme Moreira Junior

Não sei se isso me tornou uma pessoa mais madura, mas tenho certeza de que acalmou bastante a ansiedade do meu coração. E é a partir dessa nova moldura que vivo o hoje e que tento reparar as pessoas e situações ao meu redor.

Quantos minutos, horas, dias, semanas ou meses vai durar essa capa protetora de intensidade, não tenho nenhuma ideia, mas é reconfortante conseguir retomar um estado de poesia sobre os meus pensamentos, ideias e planos.

A vida tem os seus encontros, ela se move depressa, e perder e ganhar são uma questão de saber observar.

Às vezes, é complexo; às vezes, é simples. Outro dia, fiquei pensando no significado de tanta inquietude da minha alma. Não descobri muito ainda, em vez disso, acabei precisando processar dores, cicatrizes e escolhas passadas. O que parecia ter se transformado num exercício de autossabotagem terminou sendo o início de uma terapia, de uma conversa interna que era para ter acontecido há muito tempo. Não foi fácil, mas foi suficiente para que eu conseguisse respirar e meditar. Foram lágrimas no chuveiro e algumas mortes das minhas falhas e faltas.

Menos dramático do que parece, eu aprendi a renascer, sem certo e errado, sem querer a perfeição ou o desapego da minha vulnerabilidade. Eu tenho a capacidade e a parceria de ser mais atenção e carinho comigo. Faço o melhor que é não me importar, e isso é tudo para mim.

Estou abraçando as minhas tristezas, sem desrespeitar a minha sede de ser feliz e, por agora, é como consigo lidar com elas.

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS







COMENTÁRIOS




Guilherme Moreira Junior
"cidadão do mundo com raízes no rio de janeiro"