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Este artigo é uma reflexão para aquelas pessoas que dizem ter pena dos outros

P.S. Eu tenho pena de você!

Não, não é com você. Esse PS não é meu para a sua pessoa. Este artigo é uma reflexão para aquelas pessoas que dizem ter peninha dos outros ou que ficam com dó de alguém.

De alguma forma, é como se a pena fosse uma espécie de zelo, carinho, cuidado, ou algo do tipo. Só que isso não é verdade. Afinal, você gostaria que sentissem pena de você?

Parece que há algo de errado, não é mesmo? Pois é. Ter pena parece que é como atribuir o peso de uma pequena importância à pessoa, ou seja, quase nada.

Não queremos que sintam pena da gente, mas sim orgulho, amor, interesse genuíno, carinho (que é bem diferente de pena)!

Curioso que ouço muito mais mulheres falarem “oh, tadinho(a) dele(a)” do que homens falando algo parecido. Quem será que no fundo no fundo é esse coitado? Será que estamos projetando nossa vítima nas pessoas? Porque, às vezes, a outra pessoa está super bem e, por algo que você acredita você pensa que a pessoa pode não estar bem e aí sente pena.

Essa pena é sua! Não do outro. E não importa a situação. Pode ser uma pessoa que mora na rua e é mais feliz que você, pode ser uma pessoa com alguma deficiência física, que pode estar melhor empregado do que você, alguém que sofre discriminação mas é tão guerreiro ou mais do que você. Não há coitadinhos.

Esse é um lugar que você criou na sua cabeça. E que é só seu. Será que você está se vitimizando ou buscando diminuir os outros para se sentir melhor?

Se algo não está bem, busque acompanhamento psicológico. Todos passamos por dificuldades, mas não temos bola de cristal para adivinhar que o outro está bem ou mal. Ter pena do outro ou colocá-lo como coitadinho é algo depreciativo. E, se você não deseja que tenham pena de você, por que você sente isso pelo outro?

E que foco é esse na vida do outro? Vamos focar na sua vida, no que você é, quer, faz. E não no que você acha que o outro é, tirando conclusões do além sobre quem você não conhece.

Mais vale uma conversinha, que um sentimento pequenininho desse.

Aline Felix

Nascida em 1989, na cidade de São Paulo é formada em jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Blogueira e metida a escritora é apaixonada por prosas, crônicas e contos. Seus sentimentos e pensamentos ela expressa em seu blog “pelos olhos da cidade”. Dedicada, esforçada, exageradamente dramática e otimista, procura ver a vida de uma forma simplista. É uma antítese incessante.

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