Esqueci a Tupperware da minha mãe, e agora?

Vivi Reis

Para começar, mãe é aquele ser sagrado no mundo. Te deu a vida, botou comida em sua boca, mandou calçar o chinelo para não resfriar, fez você comer legumes para o bem da sua saúde. Pois é, mães são mães! Só mudam de endereço! Mas estão longe de serem perfeitas, são seres humanos como nós neste planeta perdido nesta Galáxia.

Durante a infância e adolescência, algum botão em nós permanece apertado, com a ideia de que nossos pais são perfeitos heróis de alguma forma, que estão sempre certos, e muitas vezes em broncas que levamos, mesmo com algum senso interno de injustiça , de que há algo errado no que está acontecendo ali, não sabemos nos expressar, e ficamos muito tempo sem tomar as rédeas de nossas vidas por conta disso.

Quando vamos chegando a fase adulta, vamos percebendo aos poucos, que nossos pais são pessoas, lutando pela vida como nós, e que não há exatamente um padrão correto a ser seguido, um estereótipo de que ser humano você deve ser, ou que nossos pais querem que sejamos, e vamos percebendo que eles sempre nos quiseram muito bem, mas que podemos ser algo diferente do que planejaram.

Muitas mães em especial, projetam em suas filhas, aquilo que elas gostariam de ter realizado, e sem querer acaba “aprisionando” essas filhas se estas não fazem em algum momento uma auto reflexão para entenderem se elas querem isso ou se é a vontade da mãe. Tem mães que não conseguem entender que criam os filhos para o mundo, e passam a vida toda interferindo veementemente na vida de seus filhos casados ( as vezes pode parecer ajuda, mas as vezes é simplesmente não respeitar a nova vida do filho) e se tornam as famosas sogras mandonas. Há as mães que não receberam amor de suas mães, então inconscientemente alimentam-se do amor dos filhos de uma maneira não saudável, para tampar este buraco, estas são as mães que viram filhas das filhas.

Quem já não teve um arranca rabo com a mãe que atire a primeira pedra!

Estas relações em desequilíbrio, causam as brigas, as necessidades de chamar atenção pela irritabilidade, as doenças, os sentimentos negativos que as vezes perturbam esse laço tão fraterno. Mas vamos olhar por uma ótica amorosa… retomando o raciocínio de que nosso pais são pessoas aqui como nós, lutando por uma vida digna, mas fazem o que podem, assim como nós estamos fazendo o que podemos para dar conta disso tudo. Sobre as mães em especial neste artigo, nós não mudamos o outro, em nenhuma hipótese no mundo mudamos o outro! Apenas mudamos a nós mesmos! E modificando nossos sentimentos e atitudes, aí sim podemos influenciar o outro a se modificar, equilibradamente, amorosamente.

Quando minha mãe queria discussão de algum assunto que tínhamos pontos de vista diferentes, nossa, eu discutia, tentava convencê-la da minha maneira de ver, e ela com os argumentos dela. Com auxílio da terapia, comecei a entender que cada um tem seu ponto de vista, e tudo bem! Então quando ela vinha brigar, eu apenas dizia: ok mãe, você tem razão ( e ela realmente tinha a razão dela e eu a minha). Ela ficava bem, e eu também. Com algumas mudanças de comportamento, tudo foi mudando, e a paz tomou o ambiente, hoje nos damos super bem! Algo muito, muito importante para este equilíbrio, foi mudar a maneira de me expressar. Quando algo me magoava ou irritava eu esbravejava acusando-a disso ou aquilo, então passei a verbalizar sentimentos. Repito, verbalizar sentimentos! Ao invés de falar : _Você fez isso ou aquilo, passei a dizer: isso me fez sentir triste por isso e isso! Ao invés de acusar a gente diz o que causou, é muito mais fácil da pessoa entender o que ela causou!

Por fim, o que temos que entender sobre as mães, é que elas nos amam infinitamente, dizem que é o maior e mais verdadeiro amor do mundo! Ainda não sou mãe, não sei dizer, mas acredito que seja mesmo! E sou muito grata a minha mãe por tudo que fez e faz por mim. E mesmo que pareça que estão fazendo algo para nos irritar, na verdade na cabeça delas, estão fazendo/dizendo o que é certo para nós, e o x da questão, é sabermos passar para elas, muito amorosamente, que nem sempre o que elas querem para nós, é o certo para nós. È agradecer de coração e dizer: Mãe, eu agradeço sua preocupação, e te amo muito por isso,, mas não é o que vai me fazer feliz, e dá-lhe um abraço gostoso de mãe e filho! Com o tempo elas vão entendendo que de repente elas vão entendendo e realmente desejando nossa felicidade mesmo sem ser pelas maneiras que elas queriam.

Mães são mães! Só mudam de endereço! Por isso, o fato mais importante, mesmo que elas entendam tudo isso, que reine a paz e as alegrias, nunca, nunca esqueça de devolver suas tapoeres, porque se não… adeus harmonia e lá vem o grito !!!

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Vivi Reis
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